Dexco (DXCO3) reforça caixa e avança na desalavancagem, diz BTG: vale a pena investir?
A Dexco (DXCO3) deu mais um passo em direção à desalavancagem ao anunciar um novo acordo florestal envolvendo sua subsidiária Jatobá Florestal, operação que garantiu cerca de R$ 200 milhões em entrada de caixa. O movimento ocorre poucas semanas após uma transação similar via Cambuí Florestal, que levantou R$ 150 milhões em dezembro, totalizando R$ 350 milhões em recursos recentes.
Na avaliação do BTG Pactual, apesar do tamanho relativamente pequeno dessas operações, as iniciativas trazem alívio relevante no curto prazo e ajudam a melhorar as métricas de alavancagem da Dexco, atualmente em 3,48x dívida líquida/EBITDA.
“Embora reconheçamos o tamanho relativamente pequeno dessas transações e a existência de contrapartidas futuras, elas proporcionam alívio de curto prazo para a posição de caixa da companhia e ajudam a melhorar as métricas de alavancagem”, destacou a instituição financeira.
O relatório destaca ainda uma mudança perceptível na postura da administração, com maior senso de urgência em relação à disciplina de balanço.
Para o BTG, as recentes decisões sinalizam uma abordagem mais pragmática, focada em reduzir endividamento e fortalecer gradualmente a tese de equity. “Temos sentido um maior senso de urgência em relação à disciplina de balanço nos últimos meses e vemos essas iniciativas como passos positivos na direção correta”, afirmam os analistas.
Além dos acordos florestais já anunciados, o banco avalia que a Dexco deve seguir analisando alternativas adicionais para acelerar a desalavancagem, incluindo novas alienações pontuais e, se necessário, uma venda de ativos de maior relevância. Em paralelo, a companhia tem priorizado ajustes operacionais em suas divisões mais pressionadas, como Deca e Cerâmicas.
Vale a pena investir em Dexco (DXCO3)?
Com base na geração positiva de fluxo de caixa livre no quarto trimestre e nas transações florestais recentes, o BTG projeta que a alavancagem da Dexco caia de cerca de 3,5x para aproximadamente 3,2x. Apesar de uma melhora gradual, o banco ressalta que se trata de um avanço relevante do ponto de vista direcional. “Embora modesta, essa é uma melhora bem-vinda e positiva do ponto de vista direcional”, diz o relatório.
Mesmo reconhecendo os riscos do ambiente macroeconômico e os desafios operacionais ainda presentes, o BTG mantém recomendação de compra para as ações da Dexco.
O banco vê o valuation como atrativo, com a companhia negociando a múltiplos ao redor de 5,4x EV/EBITDA 2026, e preço-alvo de R$ 7,00 para as ações da Dexco (DXCO3), o que implica potencial de valorização de cerca de 32,8% em relação às cotações atuais. “Em níveis atuais de preço, continuamos a ver uma assimetria atrativa de risco-retorno”, conclui o BTG.