Dexco (DXCO3) tenta virar a página com geração de caixa e foco em eficiência

Dexco (DXCO3) apresentou resultados mais fracos do que o esperado no quarto trimestre de 2025, segundo análise do BTG Pactual. O banco avalia que o desempenho ficou aquém das projeções do mercado, refletindo dificuldades operacionais em diversas divisões da companhia, apesar da resiliência do negócio de madeira.

De acordo com os analistas do BTG, o EBITDA da empresa somou R$ 416 milhões no trimestre, cerca de 6% abaixo das estimativas do banco, indicando desempenho mais fraco em praticamente todas as áreas de atuação da companhia. Dexco

Em relatório, os analistas afirmam que os números vieram abaixo do esperado e mostram que a companhia ainda enfrenta desafios importantes na execução da estratégia de recuperação.

“O resultado do quarto trimestre foi mais fraco do que esperávamos, com desempenho abaixo do projetado em quase todas as divisões”, afirmam os analistas do BTG.

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Divisão de madeira segue sustentando resultados

Apesar do resultado geral mais fraco, o relatório destaca que a divisão de madeira continua sendo o principal pilar operacional da Dexco.

Segundo o BTG, o segmento apresentou EBITDA de R$ 400 milhões no trimestre, com desempenho considerado sólido, sustentado por fundamentos positivos do mercado doméstico e melhora no mix de produtos. Dexco

Os analistas apontam que a unidade se mantém resiliente e continua sendo o principal motor de geração de resultado da companhia.

“A divisão de madeira segue sendo o coração da empresa, com fundamentos sólidos e bom desempenho operacional”, destacam os analistas.

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Além da demanda doméstica consistente, o aumento de preços também contribuiu para o desempenho do segmento, refletindo ajustes recentes e maior participação de produtos de maior valor agregado.

Turnaround ainda enfrenta desafios

Por outro lado, o BTG destaca que as áreas em processo de reestruturação ainda apresentam dificuldades. As divisões de Deca e cerâmicas continuam abaixo das expectativas do banco, com margens pressionadas e resultados operacionais fracos.

No caso da Deca, a margem ficou em cerca de 4% no trimestre, bem abaixo das projeções dos analistas, enquanto o negócio de cerâmicas seguiu registrando resultados negativos.

Além disso, a geração de caixa também preocupa. A Dexco registrou queima de caixa de aproximadamente R$ 47 milhões no trimestre, influenciada por investimentos elevados e despesas financeiras maiores. Dexco

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Segundo o BTG, esse cenário pode persistir enquanto a companhia não avançar de forma mais consistente na redução da alavancagem e na melhora operacional.

Mercado ainda espera mais execução da Dexco

Outro ponto monitorado pelos analistas é o nível de endividamento. A alavancagem da companhia caiu para 3,35 vezes dívida líquida sobre EBITDA, uma melhora em relação ao trimestre anterior, mas ainda considerada elevada. Dexco

Apesar de reconhecer alguns avanços na agenda de desalavancagem, o banco avalia que o mercado ainda precisa ver resultados mais consistentes antes de recuperar confiança na tese de investimento.

Por fim, os analistas destacam que o processo de recuperação da companhia ainda exige sinais mais claros de execução operacional e redução consistente da alavancagem. Embora reconheçam avanços pontuais, o banco avalia que o mercado tende a aguardar resultados mais sólidos antes de retomar o entusiasmo com a tese de investimento. “Ainda vemos a Dexco como uma história que precisa provar sua execução. O mercado deve voltar a confiar na companhia apenas quando houver entrega operacional mais consistente e avanços mais claros na desalavancagem”, afirmam os analistas do BTG Pactual.

Maíra Telles

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