Com R$ 19,5 milhões de resultado, BTHF11 rende 18% no ano; veja detalhes

O fundo imobiliário BTHF11 registrou resultado de R$ 19,512 milhões em maio, apoiado por receitas de R$ 21,278 milhões. No mês, o resultado por cota foi de R$ 0,095, com contribuição relevante das operações em FIIs. A distribuição somou R$ 0,101 por cota, em linha com o guidance do semestre.

A gestora também apresentou o guidance do segundo semestre de 2026, projetando distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,105 por cota. Em 12 meses, o retorno total dos rendimentos do BTHF11 foi de 18%, frente a 12% do IFIX.

BTHF11 conclui desinvestimento no Shopping Pátio Maceió

O mês teve como destaque a conclusão da venda da participação de 30% no Shopping Pátio Maceió, ativo de varejo consolidado, com cerca de 47 mil metros quadrados de ABL e mais de 200 lojas. A estrutura havia sido montada no início de 2024 para a aquisição dessa fração, com garantia de rentabilidade mínima de 18% ao ano.

De acordo com a gestão, o piso de retorno, aliado à maturidade do ativo, conferiu à operação um perfil assimétrico, com downside limitado e exposição ao upside operacional do shopping. Ao longo do ciclo, foram alocados R$ 115 milhões em caixa, e a transação foi encerrada com Taxa Interna de Retorno de 20,07% ao ano em 28 meses, acima do piso contratado.

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Com a saída, o fundo recupera R$ 121 milhões de caixa. A orientação é priorizar novos deals estruturados e ampliar a exposição a CRIs IPCA+ com duration alongada, conforme a estratégia declarada da carteira.

Alocações em crédito e composição da carteira

Nas demais movimentações, houve R$ 140 milhões em operações no mercado secundário, com uso de R$ 9,9 milhões de caixa. Na carteira de crédito, a alocação somou R$ 10 milhões no CRI Amazon, a IPCA + 8,7% ao ano, dívida cedida a devedor AAA em ativo premium localizado no raio de 30 km de São Paulo.

Ao fim de maio, a carteira estava distribuída em 42% em FIIs de tijolo, 20% em FIIs de papel, 20% em CRIs, 16% em caixa, 1% em ativos reais e 1% em ações. O fundo é voltado ao público geral, negociado em bolsa, com mandato para transitar entre carteiras de renda fixa e renda variável em produtos imobiliários.

Segundo a gestora, a proposta é proteger o patrimônio dos cotistas em períodos de maior volatilidade, ao mesmo tempo em que busca capturar ciclos favoráveis para destravar capital. Essa diretriz sustenta as operações estruturadas conduzidas pelo fundo e explica a ênfase recente em realocações e reciclagem de portfólio.

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Redação Suno Notícias

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