BTCI11 sobe 28,6% em janeiro e eleva robustez da carteira
BTCI11 reportou resultado de R$ 8,989 milhões em janeiro de 2025, alta de 28,6% frente aos R$ 6,99 milhões do mês anterior. O desempenho foi impulsionado por receitas totais de R$ 9,837 milhões, com destaque para os Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que responderam pela maior parte do montante. A combinação de alocação em crédito imobiliário e gestão ativa ajudou a sustentar a expansão dos ganhos no período.
Os CRIs contribuíram com R$ 8,272 milhões, enquanto a carteira de fundos imobiliários adicionou R$ 1,366 milhão ao resultado. Já os recursos em caixa geraram R$ 199 mil adicionais, sinalizando gestão de liquidez eficiente. Com esse mix de receitas, o BTCI11 reforçou sua estratégia de priorizar ativos atrelados ao IPCA, equilibrando carrego, risco e potencial de retorno.
O patrimônio líquido encerrou o mês em R$ 1,01 bilhão, com valor de mercado de R$ 931,5 milhões. A cota patrimonial ficou em R$ 10,12, ante preço de negociação de R$ 9,36 por cota na bolsa, sugerindo desconto em relação ao valor contábil. Do total do patrimônio, 83,2% estavam alocados em 28 operações, reforçando a diversificação da carteira do BTCI11 e a diluição de riscos específicos.
Distribuição de proventos e indicadores do BTCI11
O dividendo do BTCI11 referente a janeiro foi pago em 13 de fevereiro de 2026, no valor de R$ 0,093 por cota, equivalente a yield mensal de 1,04%. A manutenção de proventos em linha com a geração de caixa permanece como diretriz da gestão, favorecendo previsibilidade para os cotistas e aderência à política de distribuição do fundo.
Na alocação de crédito, a gestão adquiriu o CRI Direcional Carteira no primário, com remuneração de IPCA + 9,065%. Em paralelo, realizou alocações táticas de carrego para otimizar o retorno do caixa até a conclusão de novas análises. Todas as operações passam por avaliação prévia da área de risco, com controle de exposição por instituição, fortalecendo a governança e a robustez do portfólio.
Entre as movimentações, o FII BTCI11 também comprou, no secundário, o CRI Direcional Carteira, lastreado em recebíveis de contratos de compra e venda transferidos pela Direcional, com subordinação de 15% e fundo de reserva de R$ 5 milhões. Há cláusula de recompra de créditos em atraso até o Habite-se e covenant de cobertura mínima igual a 1 para o CRI sênior.
O portfólio incorporou ainda o CRI MRV FLEX, adquirido no secundário, apoiado por carteira diversificada de recebíveis do Grupo MRV, com subordinação de 20% e LTV de 56%. A estratégia do BTCI11 segue focada na montagem de carteira diversificada de CRIs de aquisição de imóveis, recebíveis imobiliários e crédito corporativo, priorizando retornos indexados ao IPCA+.