Brasil ganha mais de 9 mil milionários, mas segue entre os países mais desiguais

O Brasil chegou a 386 mil pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão em 2025, o que o torna o País com mais milionários em dólares da América Latina. Por outro lado, ele também figura entre as nações mais desiguais do mundo.

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Os dados são do Relatório Global de Riqueza de 2026, divulgado nesta terça-feira, 30, pelo banco suíço Union Bank of Switzerland (UBS). A amostra analisada incluiu 56 países, com base em dados de instituições como a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Organização das Nações Unidas (ONU).

Segundo o relatório, o número de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão no Brasil cresceu 2,4% no ano passado, em comparação com 2024. Em números absolutos, o País ganhou 9.215 milionários. Entre todos os países analisados, o Brasil ocupa a 19ª posição.

A liderança isolada no ranking é dos Estados Unidos, que têm 23,6 milhões de pessoas com patrimônio superior a US$ 1 milhão em 2025, o que representa um crescimento de 1,9% em relação a 2024. Em números absolutos, o país liderado por Donald Trump ganhou 440 mil novos milionários – ou mais de 1,2 mil por dia.

Os EUA também têm mais de quatro vezes mais milionários do que a China continental, que soma 5,3 milhões. O terceiro lugar é ocupado pelo Japão, com 2,9 milhões, seguido por Alemanha, com 2,6 milhões, e Reino Unido, com 2,4 milhões.

Apesar de ser o país com mais milionários da América Latina, o Brasil ocupa o quarto lugar entre os países mais desiguais do mundo, com um coeficiente de Gini de 0,81. O indicador mede o nível de desigualdade de riqueza dentro de uma população: quanto mais próximo de 0, mais igual é a distribuição; quanto mais próximo de 1, mais concentrada.

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Os únicos países à frente do Brasil são Emirados Árabes Unidos (0,82), Rússia (0,82) e África do Sul (0,81). Na outra ponta da lista, entre as nações mais igualitárias, estão Eslováquia (0,38), Bélgica (0,46) e Catar (0,47).

A riqueza média por adulto no Brasil caiu 3,13% entre 2020 e 2025. A análise aponta também um alto nível de endividamento: as dívidas representam 23,4% da riqueza bruta no País, o que coloca o Brasil entre as maiores proporções entre as nações avaliadas e reduz o valor efetivamente disponível para as famílias.

O UBS também analisou a migração entre faixas de riqueza. Em 2000, quase 90% da população adulta pertencia à faixa de menor riqueza e, em 2010, apenas dois terços permaneciam nela. Já em 2020, essa proporção subiu para mais de 71% e, atualmente, está em cerca de 69%.

Já a faixa de riqueza entre US$ 10 mil e US$ 100 mil cresceu quase seis vezes entre 2000 e 2010, para depois estagnar. Segundo o relatório, cerca de 43 mil brasileiros têm patrimônio entre US$ 5 milhões e US$ 100 milhões.

Com Estadão Conteúdo

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Redação Suno Notícias

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