Ícone do site Suno Notícias

Bolsas mundiais procuram recuperação após pior pregão em meses

Os dados do payroll de julho nos Estados Unidos indicaram que a criação de empregos no período ficou abaixo do consenso de mercado. Leia mais.

Os dados do payroll de julho nos Estados Unidos indicaram que a criação de empregos no período ficou abaixo do consenso de mercado. Leia mais.

As bolsas mundiais operam em campo misto nesta quinta-feira (29), em busca de uma recuperação após o tombo do último pregão. Na última quarta-feira (28), os mercados europeus tocaram a mínima dos últimos cinco meses, enquanto as bolsas estadunidenses encararam o dia mais negativo desde 11 de junho.

Por volta das 8h, os mercados futuros de Nova York, a exemplo das bolsas mundias, indicavam para um dia de ganhos. O S&P 500 futuro apresentava uma alta de 0,60%, para 3.283,50 pontos, enquanto o índice da Nasdaq apresentava um avanço de 0,97%, atingindo 11.240,38 pontos. Os futuros de Dow Jones subiam 0,45%, para 26.531,0 pontos.

Os investidores do Hemisfério Norte voltaram a ser assombrados pela ameaça de uma nova onda da pandemia do novo coronavírus (Covid-19). Novas medidas de restrição à circulação de pessoas e atividades comerciais podem impactar a frágil tentativa de recuperação econômica global.

Suno One: acesse gratuitamente eBooks, Minicursos, Artigos e Video Aulas sobre investimentos com um único cadastro. Clique para saber mais!

Na última quarta-feira, os Estados Unidos registraram quase 79 mil novos casos da pandemia, segundo dia consecutivo acima da marca de 70 mil. A mortalidade por casos da doença, no entanto, aparenta estar inferior em comparação ao início da pandemia.

Após o fechamento do mercado, os investidores voltarão suas atenções para os resultados de Apple (NASDAQ: AAPL), Alphabet (NASDAQ: GOOG), Facebook (NASDAQ: FB), Amazon (NASDAQ: AMZN) e Twitter (NYSE: TWTR). As empresas de tecnologia foram as catalisadoras da recuperação das bolsas mundiais desde março, e darão o tom do movimento dos investidores nesse período de novas incertezas.

Outros dois fatores também influenciam a tomada de decisão dos investidores globais: as eleições presidenciais norte-americanas da próxima terça-feira (3), com o receio por uma possível demora na contagem dos votos e o precedente que isso pode abrir para uma tensão política, além da indefinição sobre o novo pacote de estímulos econômicos à famílias e empresas nos Estados Unidos.

No último fim de semana, a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, disse à CNN que esperava mais respostas no início desta semana. Ela, no entanto, afirmou que recai sobre o presidente Donald Trump a responsabilidade de levar adiante as conversas. O mandatário, por sua vez, rechaçou a possibilidade do novo pacote ser anunciado antes das votações, arrefecendo o otimismo das bolsas mundiais.

Na Europa, o movimento negativo não foi diferente. No último pregão, o índice Stoxx Europe 600 caiu para o patamar de maio, precificando uma nova onda de lockdowns no Velho Continente. E eles vieram.

França e Alemanha já anunciaram novos lockdowns. O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que a nova quarentena parcial durará até 1º de dezembro, com escolas abertas e bares e restaurantes não essenciais serão fechados. O lockdown anunciado pela chanceler Angela Merkel, por sua vez, irá até novembro.

O mercado europeu, todavia, procura esboçar uma reação. Por volta das 8h15, depois de terem iniciado as negociações no azul, o DAX 30, índice alemão, operava com uma queda de 0,10%, a 11.547,30 pontos. O índice francês, CAC 40, caía 0,43%, enquanto o britânico FTSE 100 permanecia estável.

O FTSE MIB, índice italiano, operava com uma queda de 0,24%, a 17.855,50 pontos, ao passo que a Espanha recuava 1,38%. O Euro Stoxx 50, maior índice acionário da zona do euro, caía 0,61%, para 2.946,85 pontos.

Na Ásia, porém, os mercados fecharam de forma mista. A bolsa de Xangai, a SSE Composite, subiu 0,11%, a 3.272,73 pontos. A bolsa do Japão, Nikkei 225, fechou o pregão em queda de 0,37%.

O Banco do Japão manteve sua política monetária inalterada nesta quinta-feira, continuando com sua taxa referencial de juros em -0,10% ao ano.

O principal índice de Hong Kong, Hang Sang, recuou 0,49%, para 24.586,60 pontos. Já a KOSPI, mercado da Coreia do Sul, encerrou as negociações positivamente em 0,39%.

Confira o desempenho dos mercados por volta das 8h22:

Os mercados futuros e bolsas mundiais continuam de olho nas incertezas causadas não somente pela pandemia, mas também pelas tensões globais acentuadas por ela, embora dados recentes tenham demonstrado certa recuperação da atividade econômica internacional.

Sair da versão mobile