BIDB11 supera NTN-B 2032 e desinveste em emissão da Águas do Rio

O FI-Infra (BIDB11) promoveu mudanças na carteira em abril ao se desfazer da emissão da Águas do Rio, companhia do grupo Aegea, maior operador privado de saneamento do país. A decisão veio após a concessionária revisar critérios contábeis e reapresentar suas demonstrações financeiras.

Segundo a gestão, os ajustes refletiram dificuldades operacionais específicas do projeto no Rio de Janeiro, principalmente associadas aos elevados índices de inadimplência na região. A Águas do Rio passou a reconhecer determinadas receitas somente após o efetivo recebimento, deixando de contabilizar clientes com inadimplência prolongada ou cadastros incompletos.

A companhia também adotou políticas mais conservadoras para o provisionamento de créditos vencidos. Esse movimento impactou de forma relevante o patrimônio líquido e chamou a atenção do mercado para os desafios de execução do projeto.

Apesar do episódio, a gestora destacou que o caso não indica deterioração estrutural do setor de saneamento no Brasil. Na avaliação do fundo, as dificuldades observadas derivam de características socioeconômicas específicas da área atendida pela concessionária.

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BIDB11 intensifica monitoramento e gestão de risco

Diante desse quadro, o fundo informou que reforçou a análise dos balanços das investidas, com foco em antecipar possíveis efeitos sobre covenants, estrutura de capital e percepção de risco do mercado. A atenção recai, sobretudo, sobre empresas com volumes relevantes de ágio de aquisições, além daquelas com saldos elevados em contas a receber e ativos fiscais diferidos.

Mesmo assim, a gestão avalia que o fundo segue bem-posicionado para atravessar a atual fase de transição do mercado de crédito. A maior parte dos ativos da carteira tem estrutura de project finance, o que reduz a sensibilidade das investidas ao patamar elevado da taxa Selic.

A carteira permanece concentrada em emissores considerados de elevada qualidade de crédito dentro do segmento de infraestrutura. Segundo a gestora, o ambiente de juros reais elevados tende a potencializar os retornos dos ativos incentivados.

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Retorno do BIDB11 no ano e desde o início

Os resultados recentes reforçam essa resiliência. De acordo com o relatório gerencial, o fundo acumula retorno de 6,06% na cota de mercado em 2026 até abril, superando a NTN-B 2032, de 4,71%, enquanto a cota patrimonial avança 1,42% no mesmo período.

No acumulado desde o início das operações, a rentabilidade da cota de mercado soma 52,26%, acima dos 38,89% registrados pela NTN-B 2032. Para a gestão, os números mostram capacidade de atravessar diferentes ciclos mantendo disciplina no controle de risco.

Redação Suno Notícias

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