BBIG11 lucra R$ 2,6 mi e mantém provento de R$ 0,07 por cota
O fundo de investimento imobiliário BBIG11 encerrou abril com lucro líquido de R$ 2,6 milhões e manteve o provento de R$ 0,07 por cota. O desempenho reforça a disciplina de distribuição e a consistência operacional do portfólio. O dividend yield mensal ficou em 1,0%, equivalente a 91,8% do CDI após Imposto de Renda, patamar considerado competitivo para o segmento.
A geração de caixa permaneceu amparada pelos shopping centers Pátio Paulista, Pátio Higienópolis e Rio Sul, que responderam por receitas imobiliárias de aproximadamente R$ 6,9 milhões no mês. A taxa média de ocupação superou 98%, sinalizando solidez na demanda por espaços e resiliência dos contratos.
A margem NOI dos ativos ultrapassou 93% ao longo do exercício, evidenciando eficiência na gestão, controle de custos e alavancagem operacional dos empreendimentos. Esses indicadores sustentam a manutenção do nível de proventos e a previsibilidade de resultados.
Cotas movimentaram cerca de R$ 16 milhões em abril
Liquidez em alta no mercado secundário impulsionou a visibilidade do fundo. As cotas movimentaram cerca de R$ 16 milhões em abril, distribuídos em mais de 56 mil negociações, confirmando o interesse de investidores e facilitando entradas e saídas sem grande impacto no preço.
A base de investidores também evoluiu, alcançando 38.239 cotistas ao final do mês, avanço de 0,48% frente ao período anterior. Esse crescimento sugere maior capilaridade do produto e reforça a percepção de qualidade do veículo entre pessoas físicas.
Venda de 9% do Shopping Pátio Paulista
A reciclagem de ativos avançou com a venda de 9% do Shopping Pátio Paulista por R$ 226,8 milhões, sendo R$ 204,2 milhões à vista. Parcelas de R$ 11,3 milhões vencem em 12 meses e outros R$ 11,3 milhões em 24 meses, ambos corrigidos pelo CDI. Os recursos amortizaram o CRI BBIG II (R$ 77 milhões) e cerca de R$ 137 milhões em dívidas ligadas ao Pátio Paulista e ao Pátio Higienópolis, reduzindo o endividamento.
O fundo apurou ganho de capital de aproximadamente R$ 3,3 milhões com as alienações, além de lucro de R$ 121 mil em vendas parciais de cotas do XPML11. A gestora sinalizou que pretende concluir novas alienações entre R$ 200 milhões e R$ 250 milhões nos próximos meses, mirando encerrar 2026 com alavancagem próxima de 20% do patrimônio líquido. A estratégia busca fortalecer a estrutura financeira do BBIG11 e ampliar sua capacidade de criação de valor aos cotistas.