Banco do Brasil (BBAS3) vai pagar dividendos extraordinários? Veja o que diz o CFO

Após divulgar os resultados do quarto trimestre de 2025 e ficar acima das expectativas, o Banco do Brasil (BBAS3) realizou nesta quinta-feira (12) uma coletiva para falar sobre os números. Durante o evento, o CFO da instituição financeira, Giovane Tobias, falou sobre projeções para os dividendos neste ano. 

Durante a conferência, o CFO do Banco do Brasil afastou as possibilidades envolvendo o pagamento de dividendos extraordinários. Segundo ele, a principal preocupação no momento é garantir a sustentabilidade dos resultados. 

O executivo destacou que a situação de capital atual é confortável, mas ainda não permite falar em dividendos extraordinários para os próximos três anos. 

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“Ainda estamos olhando de forma muito cautelosa a recuperação do agro e a cobrança do banco sobre essas dívidas”, destacou ele. 

Segundo ele, a instituição financeira seguirá executando estratégias para elevar a rentabilidade para o patamar considerado ideal.

Em janeiro, o Banco do Brasil (BBAS3) atualizou a política de dividendos para este ano, com um payout de 30%, o que também foi reforçado por Tobias.

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Nos últimos 12 meses, o BB apresentou um dividend yield de 4,61%, com base nos proventos com data-com entre 12 de fevereiro deste ano e o mesmo período do ano anterior. O valor total dos dividendos do Banco do Brasil por ação no período foi de R$ 1,1829, de acordo com dados da Status Invest.

Inadimplência rural segue pressionando o Banco do Brasil (BBAS3)

Ainda durante a coletiva, a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, destacou que o primeiro trimestre deste ano deve seguir desafiador.

Isso porque, segundo a executiva, este momento ainda concentra operações do ciclo anterior de agro, que foram contratadas antes da implementação de novos modelos para mitigar riscos. Dessa forma, Medeiros reforçou que a inadimplência rural ainda terá impactos nos resultados deste ano.

Dentro deste contexto, o Banco do Brasil (BBAS3) projeta um retorno sobre o patrimônio (ROE) entre 10% e 13% para este ano, abaixo de outros players do setor. O Itaú Unibanco (ITUB4), por exemplo, entregou um ROE médio anualizado consolidado de 24,4% no final de 2025.  

Giovanna Oliveira

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