Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio do Banco Master

Após Banco Master e Will Bank, o Banco Central decretou nesta quarta-feira (18) a liquidação extrajudicial do Banco Pleno. A instituição financeira é controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.

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Assinada pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, a decisão destaca o comprometimento da situação econômico-financeira do Banco Pleno, com a deterioração da liquidez. 

Além disso, a autoridade monetária cita ainda a infringência de normas de atividade bancária e descumprimento de determinações do BC.

Conheça o Banco Pleno

A história do Banco Pleno teve origem com o antigo Banco Indusval, fundado em 1970. A instituição, voltada ao crédito corporativo e ao financiamento do agronegócio, teve o nome alterado para Voiter em 2020. 

Cinco anos depois, em julho de 2025, o banco passou novamente por uma reformulação. Já com sinais de fragilidade financeira, a instituição financeira foi adquirida pelo atual controlador e teve o nome alterado para Banco Pleno. 

Augusto Ferreira Lima, controlador do Pleno, foi sócio do Banco Master até 2024. Em 2025, meses depois da aquisição do Voiter, o executivo foi preso pela operação Compliance Zero, que apura a criação e comercialização de títulos sem lastro no sistema financeiro. 

Além de sócio do Master, Lima também atuou como CEO da instituição financeira.

A transferência do controle do Voiter (atualmente Banco Pleno) para o executivo visava justamente estratégias para lidar com uma possível crise de liquidez. Isso porque o executivo possui um patrimônio estimado em cerca de R$ 1 bilhão, que poderia servir como garantia para cobrir parte das obrigações pessoais da instituição financeira. 

Giovanna Oliveira

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