ALZC11 sustenta 125,75% do CDI e reforça foco em CRIs

O fundo de investimento imobiliário ALZC11 manteve em abril uma distribuição equivalente a cerca de 125,75% do CDI após impostos, reforçando a resiliência do veículo em um cenário de juros elevados e pressão inflacionária. O rendimento pago permaneceu no teto da projeção semestral, com distribuição de R$ 0,10 por cota baseada no resultado de caixa, enquanto o dividend yield anualizado superou 15,5% pelo segundo mês consecutivo.

A administração destacou que, a partir da cotação de mercado, o retorno ao cotista segue competitivo frente a alternativas de renda fixa. O pagamento será realizado em 25 de maio aos investidores posicionados até 18 de maio, data-base definida pelo fundo. Além disso, a gestão avançou na reestruturação do portfólio, priorizando operações originadas internamente e investimentos com participação desde a fase de estruturação.

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Entre as movimentações do mês, o fundo destinou aproximadamente R$ 8 milhões à MERI e R$ 6,1 milhões à Urbanes. Em paralelo, concluiu a venda das operações City, por R$ 9,4 milhões, e Alphaville Betim, por R$ 4,6 milhões. Esses ajustes buscam concentrar o capital em ativos com melhor relação risco-retorno e liquidez.

Perspectivas e carrego do portfólio de ALZC11

As transações de abril elevaram a participação de CRIs para cerca de 75% do patrimônio líquido, enquanto os fundos imobiliários representaram aproximadamente 22% no fechamento do mês. O carrego médio do portfólio permaneceu próximo de IPCA + 12% ao ano, refletindo o foco em crédito imobiliário indexado à inflação e com spreads atrativos.

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O resultado ordinário registrou crescimento moderado frente a períodos anteriores, impulsionado pelos efeitos da inflação de fevereiro sobre os CRIs atrelados ao IPCA. A gestora prevê novas altas nos próximos meses, com a incorporação dos indicadores de março e abril, o que tende a sustentar a geração de caixa.

Recompra de cotas e guidance de rendimentos

Em maio, o fundo executou recompra e cancelamento de 170 mil cotas ao preço médio de R$ 7,73, reduzindo o número de cotas em circulação em cerca de 0,86%. A medida pode favorecer o valor por cota no longo prazo, ao aumentar a participação proporcional dos cotistas remanescentes.

Apesar da recente moderação inflacionária, a administração manteve a estimativa de rendimentos mensais entre R$ 0,09 e R$ 0,10 por cota para o primeiro semestre de 2026. Com a carteira mais concentrada em CRIs e carrego próximo de IPCA + 12%, ALZC11 segue focado em preservar distribuição e robustez operacional.

Redação Suno Notícias

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