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Agenda da semana: inflação, petróleo, balanços e guerra no Oriente Médio colocam mercado em alerta

Investidores acompanham agenda da semana marcada por inflação, petróleo e temporada de balanços do 1T26.

Investidores acompanham agenda da semana marcada por inflação, petróleo e temporada de balanços do 1T26.

A agenda da semana começa com uma combinação que voltou a tirar o sono dos investidores: petróleo em alta, inflação resistente, tensão geopolítica e uma reta final pesada da temporada de balanços no Brasil. O avanço do conflito no Oriente Médio recolocou o choque de energia no centro das atenções globais, enquanto indicadores de inflação no Brasil e nos Estados Unidos devem calibrar as apostas para juros nos próximos meses.

Por aqui, o mercado acompanha nesta segunda-feira o Boletim Focus, após a projeção para o IPCA de 2026 subir para 4,89%, acima do teto da meta perseguida pelo Banco Central.

Além disso, os investidores monitoram os desdobramentos da guerra envolvendo Irã e Estados Unidos, que já provocou nova disparada do petróleo Brent para a região de US$ 100 por barril e reacendeu temores sobre inflação global.

Segundo Gabriel Mollo, analista da Daycoval Corretora, o ambiente continua dominado pela cautela. “A combinação entre petróleo elevado, inflação resiliente e juros altos prolonga o ambiente de cautela global. O choque energético recoloca a inflação no centro da precificação dos ativos”, afirma.

IPCA, inflação dos EUA e juros entram no foco do mercado

No Brasil, o principal evento da semana será a divulgação do IPCA de abril, na terça-feira (12). O mercado tenta entender até que ponto a recente alta do petróleo e dos combustíveis já começa a contaminar a inflação doméstica.

A expectativa é de desaceleração na margem em relação ao dado anterior, mas analistas seguem atentos aos núcleos de inflação e aos impactos indiretos do choque de energia.

Ainda no cenário doméstico, investidores acompanham:

Nos Estados Unidos, o destaque da semana será o CPI americano, divulgado na terça-feira (12). O indicador ganhou ainda mais relevância após o payroll mais forte reduzir apostas de cortes rápidos de juros pelo Federal Reserve.

Ao longo da semana, o mercado também acompanha:

“A leitura do CPI será importante para entender se o choque do petróleo começa a contaminar componentes mais persistentes da inflação americana”, destacou análise da Investing.

Petrobras, Banco do Brasil, Nubank e CSN puxam reta final dos balanços

A semana também marca uma das fases mais movimentadas da temporada de resultados do 1T26 no Brasil, com divulgação de balanços de algumas das empresas mais relevantes da Bolsa.

Entre os principais resultados esperados estão:

O resultado mais aguardado da semana é o da Petrobras, que divulga números nesta segunda-feira após o fechamento do mercado. Analistas esperam forte geração de caixa, avanço do Ebitda e manutenção de dividendos robustos, impulsionados pela alta recente do petróleo.

No exterior, além dos indicadores econômicos, investidores seguem acompanhando a visita de Donald Trump à China entre os dias 13 e 15 de maio, em uma tentativa de reduzir tensões diplomáticas e comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Para Gabriel Mollo, o ambiente segue exigindo cautela dos investidores. “O mercado inicia a semana novamente preso ao vetor geopolítico. Para o Brasil, o cenário continua exigindo seletividade, disciplina fiscal e atenção redobrada à trajetória das expectativas inflacionárias”, afirma sobre a agenda da semana.

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