Axia Energia (AXIA3) aprova migração para o Novo Mercado da B3
Os acionistas da Axia Energia (AXIA3), antiga Eletrobras, aprovaram nesta quarta-feira (1) a migração da companhia para o Novo Mercado.
A decisão foi tomada em assembleia geral extraordinária e envolve a conversão de ações preferenciais da Axia Energia, negociados atualmente sob os tickers AXIA5, AXIA6 e AXIA7, em papéis ordinários, que possuem direito a voto. A medida é necessária porque o Novo Mercado exige que as empresas tenham apenas uma classe de ações, todas com participação nas decisões da companhia.
Atualmente, além das ações ordinárias AXIA3, a companhia possui as seguintes classes de ações:
No caso da Axia, os acionistas aprovaram a conversão das preferenciais classe A1 (PNA1) e classe B1 (PNB1) em ações ordinárias na proporção de 1,1 ação ON para cada papel preferencial. Segundo a companhia, a relação de troca busca preservar o tratamento econômico diferenciado que esses investidores possuem hoje, já que essas classes contam com prêmio mínimo de 10% no pagamento de dividendos.
Com a migração, todos os acionistas da empresa passarão a ter os mesmos direitos políticos e econômicos, incluindo voto nas assembleias e participação igualitária na distribuição de resultados.
Mesmo após a reorganização, a estrutura societária continuará incluindo as ações preferenciais classe C (PNC), criadas de forma temporária para a bonificação bilionária aprovada no ano passado, além da golden share mantida pela União, que concede ao governo poder de veto em temas estratégicos.
O que é o Novo Mercado e o que muda para a Axia (AXIA3)
O Novo Mercado é o segmento de listagem da B3 que reúne empresas comprometidas com regras mais rígidas de governança corporativa. Para fazer parte desse grupo, as companhias precisam adotar o princípio de “uma ação, um voto”, eliminando estruturas com papéis sem direito a voto e garantindo tratamento igualitário entre os acionistas.
Além dessa exigência, as empresas listadas no segmento devem seguir padrões mais elevados de transparência, ampliar a proteção a investidores minoritários e adotar práticas adicionais de governança, como regras mais rígidas para conselhos de administração e para mudanças no controle acionário.
A migração para esse segmento vinha sendo analisada pela Axia (AXIA3) ao longo dos últimos anos, enquanto a empresa ainda operava sob o nome de Eletrobras, e ganhou novo impulso no fim do ano passado, justamente após a companhia concluir etapas da reestruturação.