Goldman Sachs (GSGI34) surpreende Wall Street e puxa balanços dos bancões dos EUA
A temporada de balanços dos Estados Unidos começou com os grandes bancos pisando no acelerador. O Goldman Sachs (GSGI34) foi o principal destaque entre as instituições financeiras que divulgaram seus resultados do segundo trimestre de 2026 nesta terça-feira (14), com lucro e receita bem acima das expectativas do mercado.
O banco reportou lucro por ação de US$ 20,98 no 2T26, superando em 45,9% a estimativa de US$ 14,38. A receita também veio forte, em US$ 20,34 bilhões, 26,18% acima do consenso de US$ 16,12 bilhões.
O movimento fez as ações do Goldman Sachs (GSGI34) avançarem no pré-mercado americano, enquanto outros bancos tiveram reação mais cautelosa, mesmo após resultados acima das projeções.
Goldman Sachs (GSGI34) e JPMorgan batem expectativas
Além do Goldman Sachs (GSGI34), o JPMorgan Chase (JPMC34) também apresentou números fortes. O banco registrou lucro por ação de US$ 7,70, acima da estimativa de US$ 5,55, uma surpresa positiva de 38,74%.
A receita do JPMorgan Chase (JPMC34) somou US$ 57,35 bilhões, ante expectativa de US$ 50,61 bilhões. Foi a maior receita absoluta entre os bancos que divulgaram balanço, reforçando a posição da instituição como a maior do setor financeiro americano.
Outros nomes também superaram as estimativas. O Wells Fargo (WFCO34) reportou lucro por ação de US$ 2,00, acima dos US$ 1,72 esperados, com receita de US$ 22,62 bilhões. O Citigroup (CTGP34) teve lucro por ação de US$ 3,15, contra US$ 2,73 estimados, e receita de US$ 24,77 bilhões.
Já o Bank of America (BOAC34) apresentou lucro por ação de US$ 1,21, acima da projeção de US$ 1,12. A receita ficou em US$ 31,60 bilhões, também acima do consenso, de US$ 30,67 bilhões.
O que impulsionou os bancos dos EUA?
Os resultados foram impulsionados por um ambiente favorável para as mesas de negociação e para as áreas de banco de investimento. A volatilidade nos mercados globais, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Irã, aumentou a atividade de trading.
Além disso, operações relevantes no mercado de capitais ajudaram a reforçar as receitas dos bancos de investimento, que vinham sendo observadas de perto por investidores após um período de maior cautela em emissões e ofertas.
A leitura dos balanços dos grandes bancos americanos costuma servir como termômetro para a temporada de resultados nos Estados Unidos. Por isso, os números de Goldman Sachs (GSGI34), JPMorgan Chase (JPMC34), Bank of America (BOAC34), Wells Fargo (WFCO34) e Citigroup (CTGP34) também entram no radar de investidores globais.
Ações reagem de forma diferente
Apesar dos balanços fortes, a reação das ações no pré-mercado foi mista. O Goldman Sachs (GSGI34) subia 2,59%, para US$ 1.073,01, refletindo a maior surpresa positiva entre os bancos.
O JPMorgan Chase (JPMC34), por outro lado, recuava 2,64%, para US$ 325,70, em movimento interpretado como realização de lucros após a valorização recente. O Wells Fargo (WFCO34), o Citigroup (CTGP34) e o Bank of America (BOAC34) também caíam no pré-mercado, mesmo após superarem as expectativas.
O próximo destaque do setor será o balanço do Morgan Stanley (MSBR34), previsto para quarta-feira (15). O resultado deve completar o painel dos grandes bancos de investimento dos Estados Unidos e será acompanhado de perto, especialmente nas áreas de banco de investimento e gestão de patrimônio.
No caso do Goldman Sachs (GSGI34), o forte avanço do lucro por ação e da receita colocou o banco no centro da temporada de balanços. Agora, investidores acompanham se o desempenho dos grandes bancos americanos será suficiente para sustentar o apetite por risco no setor financeiro global.