CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR3) impulsionam Ibovespa após decisão dos EUA; entenda
As ações das siderúrgicas, como CSN (CSNA3), Usiminas (USIM5) e Gerdau (GGBR3), estão entre os maiores destaques positivos do Ibovespa nesta terça-feira (2), após uma decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos sobre as tarifas aplicadas a produtos derivados de aço e alumínio.
Por volta das 12h30, o Ibovespa avançava 1,47%, aos 174.724,02 pontos. Na ponta positiva do índice, a CSN (CSNA3) liderava os ganhos, com alta de 8,4%, a R$ 7,10. Já a Usiminas (USIM5) subia 6,67%, a R$ 11,83, enquanto a Gerdau (GGBR4) avançava 5,14%, a R$ 24,33.
O movimento ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinar uma medida que altera as tarifas da chamada Seção 232, mecanismo utilizado pelo país para impor restrições comerciais sob a justificativa de segurança nacional. Apesar de reduzir taxas para alguns produtos específicos, a decisão mantém a política de incentivo à produção industrial americana, o que foi recebido de forma positiva pelo mercado.
O que os EUA decidiram e qual o impacto para as siderúrgicas?
A medida assinada por Trump reduz de 25% para 15% as tarifas incidentes sobre determinados produtos derivados de aço e alumínio, incluindo alguns equipamentos agrícolas e sistemas residenciais de aquecimento, ventilação e ar-condicionado.
O governo americano também estabeleceu uma tarifa de 15% para equipamentos industriais móveis, como escavadeiras e empilhadeiras, quando importados de países que possuem acordos comerciais com os Estados Unidos e atendem aos critérios definidos pela nova regra.
Além disso, fabricantes estrangeiros poderão se qualificar para uma tarifa reduzida de 10% caso seus equipamentos contenham ao menos 85% de aço ou alumínio produzido nos Estados Unidos.
Por outro lado, a medida ampliou a lista de itens sujeitos à tarifa de 25%, incluindo racks de aço e placas litográficas de alumínio. As novas regras entram em vigor em 8 de junho e permanecerão válidas até 31 de dezembro de 2027.