VGIP11 eleva provento a R$ 1,08 e registra maior valor em 10 meses
O fundo de investimento imobiliário VGIP11 anunciou a distribuição de R$ 1,08 por cota, o maior valor dos últimos 10 meses, superando todos os montantes pagos desde agosto de 2025. A decisão reforça o momento positivo do portfólio de crédito imobiliário do fundo e sinaliza gestão ativa na conversão de resultados em proventos. A data-base para recebimento dos dividendos do VGIP11 foi fixada em 13 de maio de 2026, com o pagamento programado para 20 de maio, referente à competência de abril.
Considerando o preço de fechamento de abril em R$ 82,33, a distribuição equivale a um Dividend Yield mensal de 1,31%. No mês anterior, o fundo havia pago R$ 0,73 por cota, desempenho que correspondeu a uma rentabilidade líquida de IPCA + 5,6% ao ano com base na cota patrimonial. Esses indicadores reforçam a consistência da tese de crédito e o foco na preservação de valor real ao cotista.
Em março, o fundo acumulava R$ 0,33 por cota em ganhos de IPCA ainda não realizados, mantendo saldo em caixa que pode ser distribuído à medida que se converta em resultado financeiro. Esse colchão de inflação contribui para suavizar oscilações de caixa e sustentar a previsibilidade dos proventos ao longo dos próximos meses.
FII mantém 50 operações
Até o fim de março, 95,8% do patrimônio do FII VGIP11 estava alocado em CRIs, distribuídos em 50 operações, somando cerca de R$ 1,021 bilhão, enquanto 4,2% permaneciam em caixa. A carteira apresenta ampla indexação à inflação, com 99,4% dos CRIs atrelados ao IPCA e 0,6% ao IGP-M, reforçando a proteção contra a alta de preços.
Durante o período, foram adquiridos R$ 2,1 milhões em duas operações já presentes: CRI Roc Panamby 3S e CRI Projetos Residenciais SP 1S. Houve também R$ 6,5 milhões em amortizações, com destaque para R$ 2,7 milhões do CRI Mabu 204S e R$ 1,5 milhão do CRI CashMe 31E Sênior. Essas movimentações demonstram reciclagem eficiente do portfólio.
Carteira diversificada
A carteira é setorialmente diversificada: shopping centers (26,1%), operações pulverizadas (19,1%), residencial (17,6%), logística (13,9%) e BTS (11,8%), além de infraestrutura, escritórios, hospitais e hotéis em menores participações. Quanto ao arcabouço regulatório, prevalecem operações ICVM 476 (69,6%), seguidas por ICVM 160 (29,9%) e ICVM 400 (0,5%). Apenas 16,8% dos ativos possuem rating internacional.
No perfil de risco, 42,1% das operações do VGIP11 têm LTV abaixo de 50%, 15,8% entre 50% e 60%, 9,5% entre 60% e 70%, 13,3% entre 70% e 80%, 12,3% em 80%, e 7,1% sem garantia real. Esse desenho sustenta o pagamento atual e a perspectiva de continuidade dos rendimentos do VGIP11.