CSN Mineração (CMIN3): BB-BI corta preço-alvo e ações recuam
O BB Investimentos reforçou a recomendação de venda para as ações da CSN Mineração (CMIN3) e cortou o preço-alvo para os papéis da companhia. A cotação projetada para o final de 2026 passou R$ 5,50 anteriormente para R$ 5,40.
O relatório, assinado pela analista Mary Silva, incorpora os últimos resultados divulgados pela CSN Mineração, além de trazer estimativas recentes divulgadas pela empresa e premissas macroeconômicas atuais. Para a analista, a companhia deve seguir apresentando bons resultados operacionais em 2026, mas com uma série de fatores negativos que devem pressionar os papéis.
Em 2026, as ações CMIN3 acumulam uma queda de 5,3%, enquanto o Ibovespa sobe mais de 19%. Para o BB-BI, o desempenho dos papéis tem sido pressionado pelas preocupações dos investidores em relação à trajetória dos resultados da companhia e de sua controladora, a CSN (CSNA3).
Além disso, o mercado se preocupa ainda com a sustentabilidade da distribuição de dividendos pela empresa. Nos últimos 12 meses, a companhia apresenta um dividend yield de 12,81%, de acordo com dados da Status Invest.
Por volta das 14h20, os papéis da CSN Mineração caem 1,81%, a R$ 4,85.
Quais fatores devem pressionar a CSN Mineração (CMIN3)?
Apesar da projeção de melhora operacional, o BB-BI destacou alguns fatores negativos que devem pressionar os resultados da CSN Mineração ao longo dos próximos meses.
Entre eles, a análise destaca o consumo de caixa e o aumento da alavancagem no quarto trimestre de 2025.
“Podem reforçar receios de um aumento ainda maior desse indicador à frente, especialmente diante do volume expressivo de investimentos planejados pela companhia para os próximos anos: R$ 13,2 bilhões de desembolsos entre 2025 e 2030. Só que, em 2025, os investimentos para expansão somaram apenas R$ 1 bilhão, então o ritmo deve acelerar mais forte a partir deste ano”, diz o texto, que destaca os impactos da transação envolvendo a MRS.
No final do ano passado, a CSN anunciou um acordo para a venda de até 11,17% na transportadora ferroviária MRS para a controlada a CSN Mineração por até R$ 3,35 bilhões.
Além disso, o BB-BI destacou também a exposição elevada da companhia a modalidade spot de fretes marítimos, que costuma impactar de forma significativa as margens operacionais da empresa. Esta modalidade tem ganhado ainda mais força em meio ao ambiente de tensões geopolíticas, por conta da guerra no Oriente Médio, e elevação dos preços dos combustíveis.
“Mesmo com a forte correção nas cotações, as ações CMIN3 seguem sendo negociadas a um EV/EBITDA em linha com a média histórica, que, em conjunto com o limitado potencial de valorização para nosso novo preço-alvo 2026e de R$ 5,40, bem como com as preocupações acima mencionadas, nos leva a reiterar a recomendação de Venda para o papel”, conclui o relatório.