RECR11 registra lucro recorde em 10 meses e eleva distribuição
Os rendimentos do RECR11 avançaram em março, com lucro de R$ 27,329 milhões, o melhor dos últimos dez meses. A melhora refletiu receitas totais de R$ 30,155 milhões, provenientes sobretudo de CRIs e aplicações em fundos imobiliários. Com esse resultado, o fundo definiu distribuição de R$ 1,0335 por cota, reforçando a consistência do fluxo mensal aos investidores.
Tomando o preço de fechamento de R$ 80,76 no período, os rendimentos do RECR11 implicam dividend yield mensal de 1,28%, equivalente a 15,36% ao ano, isento de IR para pessoa física. Em termos relativos, esse patamar representa 136% do CDI líquido, evidenciando competitividade frente a alternativas de renda fixa.
Retorno alcança 158,3% sobre a cota inicial
No acumulado de 12 meses, o fundo imobiliário RECR11 pagou R$ 10,92 por cota, mantendo histórico robusto de distribuição. Desde a oferta pública concluída em dezembro de 2017, o retorno acumulado alcança 158,3% sobre a cota inicial de R$ 100, superando com folga o CDI líquido do mesmo período, de 87,1%, e consolidando o fundo entre as referências do segmento.
A carteira do FII RECR11 segue focada nos ativos centrais da estratégia. Ao fim de março, 94% do patrimônio estava alocado, distribuído em 98 operações de CRIs e 6 posições em FIIs. Essa alta alocação, somada ao controle de risco por diversificação de devedores e garantias, sustenta a previsibilidade de caixa.
Créditos estruturados
Principais movimentações na carteira do fundo reforçaram exposição a créditos estruturados. O fundo ampliou o CRI Matarazzo Retail IV em R$ 6,77 milhões (CDI + 4,95% a.a.) e o CRI Ativos Residenciais Diversificados em R$ 14 milhões (CDI + 3,00% a.a.).
Houve ainda aporte de R$ 2,7 milhões no CRI Pulverizado Lançamentos Residenciais (IPCA + 10,50% a.a.) e compra de R$ 10 milhões em cotas do FII EIRA11. Essas adições miram equilíbrio entre indexadores e prêmios de crédito.
Liquidação de diversas posições em CRIs
Em paralelo, o fundo executou rebalanceamento por meio da liquidação de diversas posições em CRIs, ajustando duration e risco setorial. Entre os desinvestimentos, destacou-se a venda do CRI Fasano Salvador por R$ 10,99 milhões, além de saídas menores em Crediblue, Buriti, Vitacon, T-Cash, VIC 5 e MRV, todas abaixo de R$ 300 mil.
Com a combinação de resultado forte, distribuição estável e gestão ativa, os rendimentos do RECR11 tendem a preservar atratividade, mesmo em cenários de oscilação de juros, graças à carteira predominantemente indexada a CDI e IPCA.