PORD11 cresce 20,78% e anuncia R$ 0,10 por cota
O PORD11 reportou resultado de R$ 3,728 milhões em fevereiro, alta de 20,78% ante janeiro, quando somou R$ 3,086 milhões. A melhora refletiu o avanço das receitas e a manutenção do controle de custos operacionais. Com base nesse desempenho, a gestão aprovou a distribuição de R$ 0,10 por cota referente à competência de fevereiro de 2026, reforçando o compromisso com previsibilidade de rendimentos aos investidores.
As receitas totais atingiram R$ 3,539 milhões no mês, enquanto as despesas ficaram em R$ 613,4 mil. A dinâmica entre receitas e despesas sustentou a expansão do resultado, alinhada à estratégia de alocação em crédito imobiliário com perfil conservador de garantias e foco em geração de caixa.
Nos últimos 12 meses, os rendimentos do PORD11 somaram R$ 1,159 por cota, equivalente a dividend yield anualizado de 13,72%, considerando a cota a R$ 8,45. O retorno corresponde a IPCA + 9,07% ao ano, podendo alcançar IPCA + 11,39% com gross-up tributário. A duration estimada é de três anos, tomando como referência a inflação acumulada até dezembro de 2025.
O fundo imobiliário PORD11 ainda carrega R$ 0,079 por cota em inflação acumulada não distribuída, o que pode sustentar pagamentos futuros. Esse colchão inflacionário oferece resiliência ao fluxo de rendimentos em cenários de oscilação macroeconômica, preservando a atratividade do portfólio de crédito.
Movimentos recentes mantiveram a estratégia oportunística no secundário, com destaque para o aumento da posição no CRI Patrimar, que passou a representar 1,15% do patrimônio líquido do FII PORD11, a uma remuneração média de CDI + 2,9%. A carteira segue diversificada e lastreada em garantias robustas.
Para março, a gestão prevê a liquidação de novo CRI equivalente a cerca de 1,7% da carteira, oferecendo CDI + 6%, juros mensais, prazo de 72 meses e ausência de carência. As garantias incluem alienação fiduciária imobiliária com LTV inferior a 100% do saldo devedor, cessão fiduciária de recebíveis pro-soluto acima de 200%, fundo de reserva de três parcelas e aval dos sócios. O CRI Novo Mundo permanece em amortização, reduzindo a exposição do PORD11 de 1,26% em fevereiro, com projeção de nova queda de 1,34% em março, para perto de 0,90% do patrimônio líquido.