Ribeirão Preto lidera ranking de lançamentos em 2025
Lançamentos imobiliários seguem em evidência no interior paulista, e Ribeirão Preto assumiu a dianteira do ranking de 2025, segundo a Pesquisa do Mercado Imobiliário (PMI) da Brain e Secovi-SP. A cidade registrou 12.170 unidades lançadas, equivalentes a 19,7% do total, consolidando-se como principal polo do período analisado. O resultado coloca o município à frente de centros como Campinas e São José do Rio Preto, reforçando sua atratividade para novos empreendimentos.
Na segunda posição, Campinas somou 11.509 unidades (18,6%), enquanto São José do Rio Preto lançou 9.348 unidades (15,1%). Juntas, as três praças responderam por mais da metade dos lançamentos, o que confirma a concentração de oferta nos principais corredores de desenvolvimento do interior. Esse desempenho ajuda a explicar a resiliência do mercado, mesmo diante de oscilações regionais.
Apesar da liderança, Ribeirão Preto apresentou retração de 15,2% ante o ano anterior, sinalizando que volume elevado não significa, necessariamente, aceleração. Em contrapartida, o Vale do Paraíba registrou a maior alta proporcional, com crescimento de 87,1%, e São José do Rio Preto avançou 70,9%, demonstrando forte dinamismo local. Sorocaba também figurou entre os destaques, com incremento de 33,5%.
A Região Metropolitana de São Paulo, por sua vez, atravessou um ciclo de ajuste, com queda de 45,1% nos lançamentos. Franca e Bauru acompanharam o movimento de baixa, recuando 39,0% e 38,2%, respectivamente. Essas variações evidenciam um cenário heterogêneo, no qual custos, aprovação de projetos e estratégias comerciais influenciam o ritmo de novos produtos.
No agregado das 41 cidades monitoradas, os lançamentos somaram 61.807 unidades em 2025, queda de 10% frente ao ano anterior, enquanto as vendas atingiram 73.840 unidades, alta de 17%. O saldo indica demanda aquecida e maior absorção do estoque, com o volume comercializado superando a oferta de novos empreendimentos.
Em síntese, o desempenho regional mostra força dos principais polos e ajustes pontuais em grandes centros. Para investidores e incorporadoras, o mapa de oportunidades segue ativo, com ênfase nos mercados mais líquidos e com melhor tração comercial em lançamentos imobiliários.