Ibovespa sobe com Petrobras (PETR4) e resiste à volatilidade do petróleo

O Ibovespa até tentou embalar uma alta mais forte nesta quarta-feira (11), chegou a subir mais de 1% durante o pregão, mas perdeu fôlego ao longo da tarde diante da volatilidade do petróleo e terminou o dia com ganho mais moderado. No fechamento, o índice avançou 0,28%, aos 183.969,34 pontos.

O pregão foi marcado por oscilações intensas. O índice chegou à máxima de 185.714 pontos, mas devolveu parte dos ganhos conforme as incertezas sobre a guerra no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados globais.

Ainda assim, o Ibovespa conseguiu sustentar a terceira sessão consecutiva de recuperação após as fortes perdas registradas na semana passada.

Petrobras (PETR4) sustenta o índice

A alta da bolsa brasileira foi puxada principalmente pelas ações da Petrobras (PETR3; PETR4), que acompanharam a nova disparada do petróleo no mercado internacional.

Os papéis preferenciais PETR4 subiram 4,29%, enquanto PETR3 avançou 5,02%, ajudando a sustentar o desempenho positivo do índice.

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Outras empresas ligadas ao setor também registraram ganhos, como Prio (PRIO3) e Brava Energia (BRAV3).

Por outro lado, algumas blue chips pressionaram o índice. Vale (VALE3) caiu 0,88%, enquanto B3 (B3SA3) recuou 0,66%.

Entre os bancos, o desempenho foi misto: Banco do Brasil (BBAS3) subiu 0,80%, enquanto Bradesco (BBDC4)terminou o dia em leve queda.

Raízen (RAIZ4) despenca após recuperação extrajudicial

Entre as maiores quedas do pregão esteve Raízen (RAIZ4), que recuou 5,77% após anunciar um pedido de recuperação extrajudicial para reestruturar uma dívida de cerca de R$ 65 bilhões.

O movimento gerou cautela entre investidores e ampliou a volatilidade do pregão.

Apesar disso, algumas empresas registraram desempenho positivo, como Smart Fit (SMFT3), que avançou 2,22% após divulgação de resultados trimestrais.

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Petróleo volta a subir e mantém tensão no mercado

A volatilidade da sessão esteve diretamente ligada ao comportamento do petróleo.

Após a forte queda da véspera, a commodity voltou a subir com força. O Brent encerrou com alta de 4,76%, a US$ 91,98, enquanto o WTI avançou 4,55%, a US$ 87,25.

O movimento reflete a continuidade das tensões no Oriente Médio e o temor de que o conflito possa afetar o fluxo global de energia.

Inflação dos EUA e juros no radar

Outro ponto acompanhado pelos investidores foi a divulgação do CPI dos Estados Unidos, que veio em linha com as expectativas do mercado.

Apesar disso, analistas alertam que o indicador ainda não captura totalmente o impacto da recente disparada do petróleo.

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Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, o cenário exige cautela na condução da política monetária.

“A prolongação do conflito tende a restringir ainda mais o abastecimento de petróleo e seus derivados, o que pode retardar o processo de desinflação observado nos últimos meses. Diante desse cenário, o Federal Reserve deve manter uma postura cautelosa na condução da política monetária.”

Dólar hoje e bolsas em Nova York

No mercado cambial, o dólar subiu 0,04% e fechou a R$ 5,15.

Em Nova York, os principais índices tiveram desempenho misto, com destaque para a queda do Nasdaq, que registrou o pior desempenho do dia.

• Dow Jones: -0,07%
• S&P 500: -0,21%
• Nasdaq: +0,01%

Com o cenário ainda dominado pelas tensões no Oriente Médio, o Ibovespa continua sensível ao comportamento do petróleo e às expectativas para juros globais.

Maíra Telles

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