VGIP11 distribui R$ 0,64 e mantém 100% de adimplência

O VGIP11 reportou resultado de R$ 7,571 milhões em janeiro de 2026, abaixo dos R$ 8,042 milhões do mês anterior. As receitas somaram R$ 8,473 milhões, enquanto as despesas foram de R$ 902 mil, refletindo uma gestão de custos ainda eficiente frente ao cenário de crédito indexado ao IPCA.

Com esse desempenho, o fundo distribuiu R$ 0,64 por cota em dividendos mensais, equivalente a uma rentabilidade líquida de IPCA + 6,6% ao ano, considerando o valor patrimonial de dezembro de 2025. Esse patamar reforça a atratividade do produto para investidores que buscam proteção inflacionária com prêmio real.

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A base de cotistas do fundo imobiliário VGIP11 alcançou 84.239 investidores ao final de janeiro, e a liquidez se manteve robusta, com volume médio diário de R$ 2,3 milhões no mercado secundário. Esses dados sustentam a capacidade de negociação das cotas e o interesse contínuo pelo veículo.

Rendimentos do VGIP11: desempenho e metodologia

Nos últimos 12 meses, os proventos acumulados totalizaram R$ 11,23 por cota, uma performance de IPCA + 8,7% ao ano. A metodologia considera o IPCA com defasagem de dois meses (IPCA M-2), entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, alinhada às condições dos CRIs da carteira.

Ao término de janeiro, o fundo mantinha R$ 0,08 por cota em ganhos de IPCA ainda não distribuídos, que serão pagos quando convertidos em resultado caixa. Esse montante contribui para suavizar a distribuição ao longo dos próximos ciclos.

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Portfólio e alocação em CRIs (H2)
A carteira permaneceu 100% adimplente, segundo a gestora, apoiada em acompanhamento próximo das operações. Ao final do período, 97% do patrimônio líquido estava alocado em CRIs, distribuídos em 49 operações, totalizando R$ 1,032 bilhão, com o restante em instrumentos de caixa.

Movimentações de janeiro: compras e vendas

O FII VGIP11 realizou aquisições de R$ 82,1 milhões: R$ 46,7 milhões no CRI Mabu 240S; R$ 23,5 milhões no CRI Matarazzo 545S; R$ 7,1 milhões no CRI Matarazzo 451S; e R$ 4,7 milhões no CRI Projetos Residenciais SP 1S. Em paralelo, o fundo VGIP11 vendeu R$ 92,5 milhões, zerando os CRIs Tecnisa 397S e São Gonçalo 179E. Amortizações ordinárias e extraordinárias somaram R$ 13,4 milhões, com destaque para a liquidação integral de R$ 5,9 milhões do CRI Tecnisa 175S e a amortização parcial de R$ 1,5 milhão do CRI CashMe 31E Sênior.

Essas decisões táticas indicam rotação seletiva visando preservar qualidade de crédito e manter a geração de caixa alinhada ao objetivo de entregar distribuição recorrente do VGIP11.

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Redação Suno Notícias

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