Klabin (KLBN11) tem queda de 69% no lucro líquido, mas ações sobem; entenda

A Klabin (KLBN11) aparece entre os principais destaques positivos do Ibovespa nesta quarta-feira (11). A alta dos papéis ocorre mesmo após a companhia reportar uma queda de 69% no lucro líquido do quarto trimestre de 2025. 

Por volta das 16h15, as ações da Klabin sobem 6,25%, a R$ 21,07.

A companhia informou, nesta manhã, que registrou um lucro líquido de R$ 168 milhões nos três últimos meses do ano passado. O resultado representa um recuo de 69% frente ao mesmo período do ano anterior.

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Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 1,832 bilhão no período e ficou praticamente estável na comparação anual. 

A receita líquida somou R$ 5,165 bilhões no quarto trimestre, o que representa uma variação negativa de 2% em relação ao mesmo período do ano anterior. 

O que os analistas avaliaram sobre os resultados da Klabin?

Na avaliação dos analistas, os resultados da Klabin vieram próximos do esperado, apesar da forte queda no lucro líquido. O BB Investimentos classificou o trimestre como em linha com o esperado, com resultado operacional forte e novo recuo na alavancagem financeira, destacando a estabilidade do Ebitda e a manutenção das margens mesmo em um cenário de preços mais pressionados para a celulose.

Já a XP Investimentos afirmou que a companhia apresentou resultados ligeiramente inferiores ao esperado, refletindo principalmente a sazonalidade mais fraca no segmento de embalagens e uma dinâmica de demanda menos aquecida em papelão ondulado. Ainda assim, a casa ressaltou que o Ebitda permaneceu estável na comparação anual.

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No segmento de celulose, os analistas apontaram melhora nos preços da fibra curta no trimestre, impulsionada pela recuperação da demanda na China, enquanto fibra longa e fluff seguiram pressionadas. O avanço dos volumes ajudou a compensar parte da queda nos preços médios.

Em papel e embalagens, o desempenho foi misto. As exportações sustentaram os volumes de kraftliner e papel-cartão, mas a divisão de embalagens sentiu a sazonalidade do quarto trimestre. No caso dos sacos industriais, pesaram ainda as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros.

Outro ponto destacado foi a desalavancagem. A relação dívida líquida/Ebitda caiu para 3,3 vezes no trimestre, reforçando o movimento de redução do endividamento ao longo de 2025. Para o BB, a companhia tem apresentado margens equilibradas e números robustos, enquanto a XP afirmou que continua vendo assimetria positiva de valuation.

Diante deste contexto, o BB Investimentos mantém recomendação de compra para as ações da Klabin (KLBN11), com um preço-alvo de R$ 25,74 até o final de 2026.

Giovanna Oliveira

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