RECT11 reverte prejuízo e confirma R$ 0,45 por cota em janeiro

O fundo imobiliário RECT11 iniciou 2026 com virada relevante: em janeiro, registrou resultado positivo em regime de caixa de R$ 2,288 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 1,479 milhão do mês anterior. A recuperação foi sustentada pelo fluxo operacional dos imóveis, com receitas de locação de R$ 5,054 milhões e resultado de propriedades de R$ 5,85 milhões, indicando tração no core business e maior previsibilidade de caixa.

Em linha com esse desempenho, o fundo imobiliário RECT11 distribuiu R$ 3.844.572 em rendimentos referentes a janeiro, com pagamento em 13 de fevereiro de 2026, no valor de R$ 0,45 por cota. Tomando o fechamento de R$ 39,96, o yield mensal foi de 1,13%, o que anualizado representa retorno de 13,51%, patamar competitivo no segmento de lajes e fundos híbridos.

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A administração informou que, após o imposto de renda incidente sobre rendimentos financeiros da carteira, a rentabilidade líquida do período alcançou 125% do CDI líquido, evidenciando eficiência na alocação de caixa e no carregamento de instrumentos de curto prazo dentro da estratégia tática de liquidez.

No acumulado de 12 meses, os cotistas receberam dividendos do RECT11 de R$ 4,71 por cota, reforçando consistência na política de distribuição em cenário de giro de portfólio. Desde maio de 2019 até janeiro de 2026, o fundo RECT11 acumulou 43,76% em proventos sobre a cota de referência de R$ 100, versus 46,37% do CDI líquido, diferença explicada pelo ciclo de vendas e recomposição de ocupação.

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Estratégia e gestão de portfólio do fundo

A diretriz atual prioriza gestão de passivos e desalavancagem via venda de ativos próximos aos laudos de dezembro de 2025. Quatro desinvestimentos foram concluídos: Parque Ana Costa, Canopus Corporate, Torre Rio Claro – Cidade Matarazzo e Avenida Europa, 884, todos divulgados por fatos relevantes, contribuindo para fortalecer a posição de caixa e reduzir riscos.

Em paralelo, o FII RECT11 negocia com potenciais inquilinos para reduzir vacância e estabilizar receitas. Para dar suporte à liquidez secundária, firmou, em 15 de janeiro de 2026, contrato de formador de mercado com a XP Investimentos na B3, iniciativa que tende a estreitar spreads e aprimorar a formação de preços.

O RECT11 encerrou janeiro com ativos totais de R$ 919,834 milhões: R$ 789,474 milhões em imóveis, R$ 2,189 milhões em renda fixa com liquidez diária, R$ 10,951 milhões em CRIs, R$ 108,563 milhões a receber por vendas e R$ 8,656 milhões em outros ativos, consolidando base para continuidade das distribuições e execução da tese.

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Redação Suno Notícias

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