PETR4 recebe R$ 1,65 bi e avança na África em movimento estratégico da Petrobras

PETR4 esteve no centro de dois anúncios relevantes nesta quinta-feira, que mostram a Petrobras reforçando caixa no Brasil e ampliando presença internacional. A estatal informou o recebimento de R$ 1,65 bilhão relacionado aos contratos de earnout dos blocos de Sépia e Atapu, ao mesmo tempo em que anunciou a aquisição de uma nova participação exploratória na Namíbia, na África.

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Os dois movimentos reforçam a estratégia da companhia de equilibrar geração de caixa com reposição de reservas e diversificação geográfica.

Petrobras recebe bilhões com Sépia e Atapu

A Petrobras informou que recebeu R$ 1,65 bilhão de seus parceiros nos blocos de Sépia e Atapu. Segundo a companhia, “este pagamento se refere ao complemento da compensação firme (earnout) do exercício de 2025”.

A estatal explicou que os valores de earnout foram estabelecidos no leilão do excedente da cessão onerosa e são devidos quando o preço do petróleo tipo Brent atinge determinados patamares. Os pagamentos são exigíveis após o Brent registrar média anual acima de US$ 40 por barril, limitado a US$ 70.

Na prática, o ingresso reforça o caixa da Petrobras sem impacto operacional, sendo um efeito financeiro ligado às condições de mercado do petróleo.

PETR4 volta à Namíbia em nova fronteira exploratória

Em paralelo, a Petrobras anunciou a aquisição de 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado no offshore da República da Namíbia. A operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também ficará com 42,5% e atuará como operadora do bloco.

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A empresa destacou que o bloco está situado na Bacia de Lüderitz, em uma área considerada nova fronteira exploratória na África. Após a transação, o consórcio passa a ser formado por Petrobras (42,5%), TotalEnergies (42,5%), Eight (5%) e Namcor, estatal da Namíbia (10%).

Segundo a Petrobras, a movimentação está alinhada à estratégia de longo prazo de “diversificação do portfólio e recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras”.

A conclusão da operação ainda depende de aprovações governamentais e regulatórias locais.

Movimento combina caixa no curto prazo e reserva no longo

Os dois anúncios mostram frentes diferentes da mesma estratégia: de um lado, a Petrobras captura valor de contratos já firmados, reforçando a geração de caixa. De outro, volta a investir em novas áreas exploratórias fora do Brasil, mirando o crescimento das reservas no longo prazo.

Para os investidores de PETR4, a leitura é de continuidade da disciplina financeira combinada com seletividade na expansão internacional.

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Maíra Telles

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