Petrobras (PETR4) pode frustrar em dividendos no 4T25; veja a análise
A Petrobras (PETR4) entra na temporada de resultados sob expectativa elevada do mercado, mas um novo relatório de do BTG aponta que os dividendos do quarto trimestre de 2025 podem vir abaixo do que muitos investidores projetam. A estatal deve manter geração de caixa relevante, mas o aumento dos investimentos e efeitos pontuais no fluxo financeiro podem limitar a distribuição de proventos.
Dividendos da PETR4 podem ficar abaixo do consenso
As estimativas indicam um Ebitda entre US$ 10,5 bilhões e US$ 11,5 bilhões no trimestre, enquanto os investimentos em caixa podem variar de US$ 5,2 bilhões a US$ 5,8 bilhões. Nesse cenário, os dividendos trimestrais tenderiam a ficar próximos de US$ 1,3 bilhão, abaixo dos cerca de US$ 1,7 bilhão esperados pelo mercado.
Segundo os analistas, “acreditamos que as expectativas do consenso para os dividendos do 4T25 são otimistas”, especialmente diante de uma possível aceleração de investimentos no fim do ano e saídas de caixa pontuais relacionadas a operações estratégicas da companhia.
Produção estável, mas petróleo mais fraco pesa
A produção de petróleo deve ter permanecido próxima de 2,5 milhões de barris por dia, enquanto o Brent recuou cerca de 8% na comparação trimestral. Esse movimento tende a pressionar os resultados da área de Exploração & Produção, principal geradora de caixa da empresa.
Por outro lado, o segmento de Refino pode ter ajudado a compensar parte desse efeito, sustentado por margens ainda favoráveis e volumes sólidos de vendas de derivados.
Capex vira a grande variável do trimestre
A orientação de investimentos para o ano gira em torno de US$ 18,5 bilhões, com possibilidade de concentração maior no fim do exercício. Para os analistas, isso reforça que o nível de capex é a principal variável na definição do fluxo de caixa disponível para dividendos.
Mesmo com fundamentos operacionais ainda resilientes, a avaliação é de que o cenário de fluxo de caixa livre ao acionista pode ficar mais apertado à frente. Como resumem os analistas, “vemos um cenário financeiro mais pressionado e um fluxo de caixa ao acionista menos inspirador”, o que pode limitar reações mais fortes da PETR4 no curto prazo.