Ibovespa recua após recordes, mas mantém janeiro forte

Depois de uma sequência de máximas históricas, o Ibovespa perdeu fôlego nesta quinta-feira (29). O índice chegou a renovar recorde intradiário, aos 186.449,75 pontos, mas virou ao longo da sessão e fechou em baixa de 0,84%, aos 183.133,75 pontos. Ainda assim, o volume financeiro seguiu elevado, em R$ 39,0 bilhões, mostrando que o fluxo continua intenso na B3.

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Apesar da correção, o desempenho do mês segue robusto: em janeiro, o índice ainda acumula alta de 13,66%, caminhando para o melhor resultado mensal desde novembro de 2020. O movimento do dia refletiu uma combinação de realização de lucros após o rali recente e um ambiente externo mais defensivo, com pressão sobre ativos de risco lá fora.

No cenário internacional, investidores reagiram aos balanços das big techs e ao aumento das tensões geopolíticas, o que reduziu o apetite por risco. Ao mesmo tempo, o mercado seguiu digerindo as decisões de juros do Federal Reserve e do Copom, que reforçaram um tom de cautela, mas mantiveram a perspectiva de cortes de juros à frente.

Cotação do dólar hoje

O dólar à vista fechou em queda de 0,25%, a R$ 5,1936, em um dia de volatilidade global e ajuste de posições após as decisões de política monetária.

Fechamento das bolsas americanas:

• Dow Jones: -0,11%

• S&P 500: -0,13%

• Nasdaq: -0,72%

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“Dólar caminha para fechamento próximo à estabilidade”, afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. Segundo ele, o real encontrou suporte na alta do petróleo e do minério de ferro, além do diferencial de juros ainda elevado, que sustenta operações de carry trade.

Maiores altas e baixas

Mesmo com o recuo do Ibovespa, algumas blue chips sustentaram o índice. Petrobras subiu (ON +0,65% e PN +0,96%), acompanhando a disparada do petróleo no exterior, enquanto Vale avançou 0,51%, apoiada na alta do minério de ferro.

Na ponta positiva do dia, o setor de energia se destacou, com ganhos em Prio e Brava. B3 e WEG também figuraram entre as maiores altas. Já do lado negativo, a pressão foi concentrada no setor metálico, com quedas expressivas em Metalúrgica Gerdau, Usiminas, CSN Mineração e Gerdau. Entre os bancos, Santander e BTG recuaram, reforçando o tom de realização.

Mesmo após o ajuste, o Ibovespa encerra a penúltima sessão de janeiro ainda próximo das máximas históricas, com o mercado atento aos próximos indicadores e à temporada de balanços.

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Maíra Telles

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