Ibovespa renova recorde e encosta nos 185 mil à espera do Copom
O Ibovespa voltou a acelerar nesta quarta-feira (28) e, em mais um dia histórico, subiu 1,52%, fechando aos 184.691,05 pontos, após tocar a máxima intradiária de 185.064,76 pontos. O índice abriu já em ritmo forte, na faixa dos 181 mil pontos, e manteve o fôlego ao longo do pregão, embalado pelo fluxo estrangeiro e pela chamada “Super Quarta”, que reúne decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos.
O giro financeiro foi robusto, de R$ 34,1 bilhões. Em apenas duas semanas, o índice avançou quase 20 mil pontos e, no acumulado de janeiro, sobe 14,63%, a caminho do melhor mês desde novembro de 2020. Na semana, o ganho já chega a 3,26%.
Nos EUA, o Federal Reserve manteve os juros entre 3,50% e 3,75%, como esperado, mas chamou atenção a dissidência de dois dirigentes que votaram por corte. O comunicado destacou atividade econômica “em ritmo sólido”, inflação ainda elevada e incertezas no cenário, o que reforçou a leitura de cautela para os próximos meses.
“A alta do Ibovespa observada hoje está muito mais relacionada a fatores externos do que a questões domésticas”, afirma Nicolas Gass, head de alocação de investimentos e sócio da GT Capital. Segundo ele, além da decisão do Fed, o Brasil segue recebendo fluxo relevante de capital estrangeiro, com investidores montando posições de médio e longo prazo de olho na perspectiva de queda de juros à frente.
Cotação do dólar hoje
O dólar teve leve alta frente ao real, em movimento de ajuste após quedas recentes e maior cautela antes da decisão do Copom, prevista para a noite.
Fechamento das bolsas americanas:
- Dow Jones: +0,02%
- S&P 500: -0,01%
- Nasdaq: +0,17%
Mesmo com desempenho misto em Nova York, o mercado brasileiro mostrou força, sustentado principalmente pelas blue chips.
Maiores altas e baixas
Entre os pesos-pesados, Petrobras avançou com força (ON +2,90% e PN +3,35%), acompanhando a alta do petróleo no exterior, enquanto Vale subiu 2,44%, dando suporte adicional ao Ibovespa. Os bancos também tiveram papel relevante, com altas em Banco do Brasil, Itaú e Santander, refletindo o interesse do investidor estrangeiro por ações mais líquidas.
Na ponta positiva do índice, Raízen disparou 20% diante de expectativas de reorganização e possível reforço de capital. C&A e Usiminas também figuraram entre as maiores altas. Do lado negativo, Embraer, CPFL e Marfrig ficaram entre as principais quedas do dia.
À espera do comunicado do Copom, que pode influenciar as próximas sessões, o Ibovespa encerra o dia em novo recorde histórico, mantendo o tom positivo que marca o mês de janeiro.