Oi (OIBR3) deixa de ser negociada na B3 nesta segunda; entenda

Depois de um longo período de tensões, as ações da Oi (OIBR3) estão deixando a bolsa brasileira nesta segunda-feira (12). As ações da companhia serão submetidas a um procedimento de leilão durante toda a sessão de hoje e sairão definitivamente da B3 no fim do dia. 

A exclusão ocorre porque a companhia não conseguiu se adequar ao regulamento da B3, que prevê que as ações devem ser negociadas a um valor mínimo de R$ 1. Após ser notificada pela bolsa brasileira, a companhia passou por um período de reenquadramento, que não foi suficiente para que os papéis voltassem ao patamar exigido. O prazo terminou em 19 de novembro.

“Ressalta-se que o período em negociação não-continua poderá ser interrompido caso se verifique o cumprimento posterior da obrigação em atraso”, destacou a B3.

Relembre a situação da Oi (OIBR3)

A situação da Oi voltou ao noticiário em novembro, quando a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro decretou a falência da operadora. A companhia já estava em seu segundo processo de recuperação judicial, após anos de tentativas frustradas de reestruturação financeira.

A juíza Simone Gastesi Chevrand determinou a conversão da recuperação judicial em falência. Na avaliação da magistrada, o quadro econômico do grupo não deixava mais margem para dúvidas, ao afirmar que a Oi era “tecnicamente falida”, diante da incapacidade de cumprir obrigações e avançar com seu plano.

Pouco depois, os efeitos da decisão foram suspensos pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. A desembargadora Mônica Maria Costa acolheu recursos apresentados por Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), protocolados no dia seguinte à decretação da falência, permitindo a continuidade da recuperação judicial.

Os bancos argumentaram que a falência poderia gerar prejuízos financeiros e afetar a prestação de serviços essenciais. Com a suspensão, as ações da Oi (OIBR3) voltaram a ser negociadas na B3 poucos dias após a suspensão, os administradores judiciais reassumiram o processo e a Justiça determinou a apuração de responsabilidades envolvendo a Pimco, atual controladora da companhia.

Giovanna Oliveira

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