GGRC11 vende complexo logístico em SP a outro FII por R$ 77 milhões

O fundo imobiliário GGRC11 concluiu a venda de um complexo logístico no Jardim Campineiro, em Campinas (SP), nas proximidades da Rodovia Dom Pedro I e da Unicamp. O imóvel estava vago desde meados de 2024, após o término do contrato com a Suzano (SUZB4). A transação soma R$ 77 milhões e foi fechada com o FII VVRI11, combinando pagamento em dinheiro e compensação por cotas.

A estrutura prevê R$ 20 milhões em espécie e o restante por meio de cotas do VVRI11, atualmente em sua terceira emissão pública. O desembolso em dinheiro inclui entrada de R$ 2 milhões já efetuada e nove parcelas mensais iguais ao longo dos próximos meses. A compensação com cotas ocorrerá em duas etapas de R$ 28,5 milhões cada, a primeira até dezembro de 2024 e a segunda até 30 de junho de 2026.

O ativo possui 28.657 m² de ABL em terreno de 64.990 m². O GGRC11 projeta ganho de R$ 21,5 milhões, equivalente a R$ 0,10 por cota, além de TIR estimada em 16,94% ao ano. A operação reduz custos recorrentes de vacância, como manutenção, segurança e IPTU, ao mesmo tempo em que reforça o caixa do fundo com parcelas e proventos oriundos do VVRI11.

A Zagros Capital, gestora do GGRC11, afirma que a venda fortalece a liquidez após a última oferta de cotas e mantém exposição indireta ao ativo por meio das cotas do fundo comprador. Segundo a gestora, a negociação preserva o “potencial de valorização e de geração de renda no longo prazo”, apesar da baixa liquidez recente do VVRI11. A transferência integral de obrigações, custos e riscos de retrofit para o adquirente também foi destacada.

GGRC11: como ficam os dividendos?

A receita será considerada no cálculo dos dividendos, sem alterar de imediato o guidance de distribuição de R$ 0,10 por cota, reafirmado nesta sexta-feira (2), com pagamento referente a dezembro previsto para sexta-feira, 9 de janeiro.

Com a venda, o portfólio do GGRC11 permanece com 35 propriedades, totalizando aproximadamente 710 mil m² de ABL, mantendo diversificação e foco logístico.

O comunicado reforça que a estratégia busca capturar ganhos econômicos futuros do imóvel por meio da participação no VVRI11, ao mesmo tempo em que otimiza a alocação de capital e a eficiência operacional do fundo. A transação se alinha ao objetivo de geração sustentável de renda ao cotista.

Redação Suno Notícias

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