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    Inflação em 2021: confira as principais estimativas e saiba como investir

    Inflação em 2021: confira as principais estimativas e saiba como investir

    Apesar de fazer parte do cotidiano, nem todo mundo consegue mensurar os impactos da inflação no dia a dia e nos investimentos de renda fixa ou renda variável. Sobretudo em um cenário de incertezas decorrentes da pandemia provocada pelo Covid-19.

    De fato, os efeitos podem ser diversos, provocando impactos sobre a rentabilidade e o poder de compra da população. Por esse motivo, apresentamos a seguir quais são as principais estimativas para a inflação em 2021 e como se proteger dela.

    Qual a expectativa para a inflação em 2021?

    Em primeiro lugar, precisamos destacar não existe uma fórmula exata para determinar qual será a inflação em 2021. Principalmente, em função da atual conjuntura, com uma uma pandemia que assola o mundo todo e não tem data para acabar.

    Dessa forma, para obter uma previsão mais consolidada e segura, costuma-se utilizar como ferramenta o Boletim Focus. Esse Boletim, divulgado semanalmente pelo Banco Central (Bacen), reúne as expectativas do mercado acerca de algumas variáveis econômicas.

    Nesse sentido, a pesquisa é realizada junto a grandes gestoras, bancos e outra instituições do segmento financeiro. Portanto, semanalmente e ao longo de todo o ano, diversos agentes do mercado são consultados em relação às suas expectativas sobre o cenário econômico.

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    Qual a previsão de inflação para 2021 segundo o Boletim Focus?

    No desenrolar do ano essas expectativas vão se alterando. Por exemplo, em janeiro de 2020, a previsão de inflação para o ano era de 3,6%. Entretanto, no decorrer do ano, uma série de acontecimentos fizeram com que as estimativas baixassem para 3,25%.

    Como dito anteriormente, ao longo do ano o Boletim Focus e os agentes do mercado vão adaptando suas expectativas em linha com o cenário político e econômico, tanto no país como lá fora.

    boletim focus 2021
    Fonte: Bacen

    Na imagem acima é possível observar que, em 13 de novembro de 2020, a expectativa do mercado para a inflação em 2021 era de 3,22%.

    Apesar de confiável, precisamos destacar que essa previsão foi realizada em um contexto econômico bem peculiar e diferente de tudo que já se viu até então na economia.

    Estamos falando da pandemia de Covid-19, que provocou no mundo todo um sentimento de grande incerteza sobre como será o ano de 2021.

    Em outras palavras, mudanças inesperadas relacionadas a pandemia, bem como mudanças no contexto econômico e político, poderão afetar diretamente a inflação para 2021.

    Então, justamente por esse motivo, o Bacen realiza semanalmente pesquisa de estimativa da inflação, a fim de levar em conta os fatos mais recentes.

    Com uma inflação em 2021 estimada em 3,22%, podemos concluir que ela se encontra abaixo do piso da meta de inflação que deve ser perseguida pelo Banco Central. Isso porque, em 2021 a meta é de 3,75%, com intervalo de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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    Impactos da pandemia na inflação em 2021

    Em meio a pandemia provocada pela expansão do Covid-19, traçar um cenário sobre as perspectivas econômicas para 2021 é um tanto quanto nebuloso. Em 2020, a economia do país foi severamente afetada pela crise sanitária mundial. Muitas empresas tiveram suas atividades paralisadas ou reduzidas, o desemprego aumentou e o consumo das famílias diminuiu.

    Para amenizar os impactos sobre a economia, muitas autoridades governamentais flexibilizaram a abertura do comércio.

    Isso acabou por levar a um aumento nos dados de pessoas contaminadas, estimulando medidas mais rígidas de controle, com impactos ainda maiores sobre a economia, alimentando um círculo prejudicial.

    Fato é que, para evitar que a economia entre em colapso, é necessário a implementação de uma estratégia que alie o controle da expansão da pandemia sem comprometer a retomada do crescimento econômico.

    Diante desse cenário, a aplicação de uma vacina para frear os impactos provocados pelo vírus é fundamental para auxiliar no processo de retomada da normalidade.

    Apesar da vacina ser uma importante ferramenta para traçar uma perspectiva otimista para 2021, indicadores já sugerem uma recuperação parcial da economia. Além do que, a recomposição da renda e os demais programas do governo vêm permitindo que a economia se recupere relativamente mais rápido que a de outros países emergentes.

    Fatores que podem afetar a inflação em 2021

    Estima-se ainda que, após a forte queda do PIB em 2020, esse indicador tenha um desempenho um pouco melhor em 2021. Principalmente se houver uma redução da pandemia, com a gradativa elevação da mobilidade e a volta progressiva aos padrões de consumo anteriores ao isolamento social.

    Outros fatores que também podem podem afetar as expectativas sobre a conjuntura econômica para 2021 são:

    • Aceleração ou desaceleração do consumo;
    • Intensificação ou queda na produção;
    • Mudanças na balança comercial;
    • Alterações na taxa Selic;
    • Oscilações na taxa de câmbio;

    Não podemos deixar de destacar ainda que, com as reformas de governo sendo aprovadas, a perspectiva é de um cenário econômico melhor, com as contas públicas equilibradas no longo prazo.

    Por certo, sabemos que a alta generalizada dos preços diminui o poder de compra da população ao longo do tempo.

    Como a inflação pode impactar os investimentos?

    Além disso, deixar o dinheiro aplicado em investimentos de baixa rentabilidade pode fazer você perder dinheiro, sobretudo em períodos onde a inflação tende a subir e a Selic a cair.

    Desse modo, aplicar o patrimônio na caderneta de poupança, por exemplo, pode ser um péssimo negócio.

    Isso porque, para manter o poder de compra, uma aplicação financeira precisa render, no mínimo, um percentual acima da da inflação. No entanto, essa não foi a realidade do que vimos em 2020 para a poupança, e provavelmente não o será em 2021.

    Para se ter uma ideia, o rendimento médio da poupança em 2020 foi de 1,4% ao ano, ao passo que a inflação média esperada foi de cerca de 2,65%.

    Em outras palavras, nesse cenário você literalmente perdeu dinheiro se injetou capital na poupança, já que a rentabilidade foi negativa.

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    Investimentos para se proteger da inflação em 2021

    A verdade é que existem outras opções no mercado financeiro que permitem não apenas protegê-lo da inflação em 2021 como também ganhar com ela.

    Esses são alguns exemplos de investimentos para se proteger da inflação em 2021:

    • Tesouro IPCA;
    • Fundos Imobiliários.

    Uma das formas de fazer isso é através da aquisição de ativos, públicos ou privados, atrelados ao IPCA.O Tesouro IPCA, por exemplo, pode ser uma boa alternativa para quem não quer perder dinheiro sem abrir mão da segurança.

    Quando o investidor adquire esse tipo de ativo ele recebe uma taxa definida no dia da compra do título mais a variação do IPCA do período. Isso significa que, independentemente do cenário econômico, o seu investimento sempre renderá acima da inflação.

    Além do Tesouro IPCA, é possível encontrar no mercado outros títulos que protegem o patrimônio contra a inflação.

    Para aqueles com perfil de investimento mais arrojado, o fundo imobiliário é uma opção a ser considerada, já que o valor dos aluguel é corrigido pela inflação. No entanto, vale destacar que trata-se de um ativo de renda variável, sujeito a oscilações diárias, logo sua rentabilidade pode variar tanto para cima como para baixo.

    Em resumo, seja qual for o ativo escolhido, o objetivo deve ser neutralizar o efeito da inflação e ainda gerar uma rentabilidade real para o investidor.

    Restou alguma dúvida sobre as expectativas para a inflação em 2021 e como investir? Deixe abaixo nos comentários.

    Gabriela Mosmann
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