XPSF11 eleva resultado e paga R$ 0,07 por cota em fevereiro

O XPSF11 reportou resultado líquido de aproximadamente R$ 3,119 milhões em janeiro, acima dos R$ 3,045 milhões de dezembro, refletindo expansão de receitas e controle de despesas. As receitas atingiram R$ 3,39 milhões, enquanto os gastos operacionais somaram R$ 271,6 mil, sustentando a geração de caixa do período. Em linha com o desempenho, o fundo anunciou distribuição de R$ 0,07 por cota, com pagamento em 13 de fevereiro de 2026 aos cotistas posicionados até 30 de janeiro de 2026.

Segundo a administração, os dividendos do XPSF11 no semestre atual equivalem a 97,1% do lucro apurado pelo critério de caixa, reforçando política de distribuição consistente. No fechamento de janeiro, a cota era negociada a R$ 6,71, ante valor patrimonial de R$ 8,21 por cota antes dos proventos, indicando desconto relevante frente ao patrimônio.

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Com base na cotação de referência e aplicando gross-up de 15% relativo a imposto, o dividend yield anualizado ficou em 15,76% sobre o preço de mercado e 12,61% sobre o valor patrimonial. Esse nível de retorno posiciona o fundo de forma competitiva no segmento de renda, sobretudo em cenário de realocação de carteiras.

Movimentações estratégicas incluíram desinvestimentos em ativos cujo retorno-risco se tornou menos atrativo após ganhos no secundário, caso de PCIP11 e ALZR11. A leitura da gestora é que o upside se reduziu diante de processos de consolidação do setor e novas emissões, levando à saída integral dessas posições.

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No bloco de aquisições, a gestão reforçou a tese no TEPP11, fundo de lajes com estratégia de turnaround em São Paulo, retomando participação após quedas influenciadas por movimentos de consolidação. Essa decisão busca capturar recuperação operacional ao longo do semestre.

A alocação direta em CRIs também avançou, com novos aportes no JCC Iguatemi (CDI + 1,30% a.a.) e expansão no Lucio (CDI + 1,50% a.a.). Ao final de janeiro, cerca de 10,8% do patrimônio estava nesses papéis, ajustando o mix para maior previsibilidade de caixa. Apesar da melhora recente do mercado, o múltiplo P/VP do fundo imobiliário XPSF11 segue em 0,89, abaixo da média histórica de 0,95, o que representa desconto de 11% e, na visão do XPSF11, mantém potencial de valorização.

Redação Suno Notícias

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