O fundo de investimento imobiliário XPLG11 confirmou o pagamento de R$ 0,82 por cota, mantendo o mesmo patamar distribuído de forma contínua desde fevereiro de 2025. A manutenção do valor reforça a previsibilidade do fluxo de caixa do fundo e sinaliza disciplina na política de distribuição aos cotistas. Com base na cotação de fechamento de abril, o dividendo implicou yield mensal próximo de 0,81%, alinhado ao histórico recente do portfólio.
Os investidores posicionados até 30 de abril de 2026 fizeram jus ao provento, conforme a data-base definida pela gestão. A transferência ocorreu em 15 de maio de 2026, referente aos resultados apurados em abril, segundo comunicado do administrador. Esse calendário operacional preserva transparência e regularidade no repasse dos recursos aos detentores de cotas do XPLG11.
Desempenho de mercado e liquidez do XPLG11
No mercado secundário, o fundo segue entre os mais negociados da B3. Em março, foram 1.141.506 operações, com volume total de R$ 116,0 milhões e giro médio diário de R$ 5,3 milhões. A cota encerrou o mês a R$ 100,59, próximo ao valor observado no trimestre, o que indica estabilidade de preço em meio a ajustes setoriais e à rotação de carteiras.
O patrimônio do FII XPLG11 avançou de R$ 3,64 bilhões para R$ 4,31 bilhões em 2026, alcançando R$ 4,45 bilhões em março do mesmo ano. A expansão patrimonial resulta de gestão ativa e valorização dos ativos, sustentando maior resiliência do fundo ao longo do ciclo imobiliário.
Nos indicadores patrimoniais, o valor patrimonial por cota recuou levemente: de R$ 107,42 (12 meses) para R$ 105,97 (2026) e R$ 106,16 (março/26). Em paralelo, o preço de mercado por cota variou entre R$ 100,41 (12 meses), R$ 102,49 (2026) e R$ 100,59 (março/26), com oscilação moderada e desconto frente ao VP.
Fundo registrou valorização bruta de 3,72%
No acumulado de 12 meses até março, o fundo registrou valorização bruta de 3,72%, TIR Bruta anualizada de 13,53% e Retorno Total Bruto de 12,91%. Frente ao IFIX, que subiu 16,83% no período, houve desempenho relativo inferior de 3,91%, reflexo de movimentos específicos do portfólio e do mercado logístico.
Entre as atualizações operacionais, ocorreram devoluções de 10,7 mil m² no CD Piracicaba (dois inquilinos) e 1,9 mil m² no Syslog RJ (um locatário). Após os eventos, a vacância física do XPLG11 atingiu 8,7% ao fim de março, enquanto a vacância financeira permaneceu em 4,3%. Os espaços já foram direcionados à comercialização, buscando recomposição de renda e ocupação.
