O XP Log Fundo de Investimento Imobiliário (XPLG11) firmou novos contratos de locação para 13.118,44 metros quadrados no Condomínio Seropédica, no Rio de Janeiro. Com a entrada das novas empresas, a vacância física do portfólio deve recuar de 8,8% para 7,9%, conforme fato relevante divulgado nesta segunda-feira (17).
Os contratos envolvem os módulos B1, B2 e B3 e foram assinados com duas companhias do segmento logístico. A identidade das locatárias não foi informada. Os acordos têm prazo de 60 meses, contados a partir de 15 de agosto de 2026.
XPLG11 reduz vacância com novos contratos
No relatório gerencial de julho, o ativo de Seropédica aparece identificado como CD B2W, com 82.049 metros quadrados de área construída e vacância de 37%. O imóvel está situado no eixo da Rodovia Presidente Dutra e do Arco Metropolitano.
Antes das novas locações, havia 30.268 metros quadrados vagos em Seropédica, o equivalente a 1,8% da área do portfólio considerada na tabela de contratos do fundo. O documento também registrava que a B2W ocupava 51.781 metros quadrados no empreendimento, em contrato típico com vencimento previsto para julho de 2028.
A área recém-alugada, de 13.118,44 metros quadrados, corresponde a cerca de 43% do espaço que estava disponível no empreendimento no fechamento de julho. Pela mesma base de cálculo, a diferença entre os 30.268 metros quadrados vagos e o que foi contratado agora é de aproximadamente 17,1 mil metros quadrados. O fato relevante, contudo, limitou-se a indicar a queda da vacância do portfólio de 8,8% para 7,9%, sem detalhar o novo percentual específico para o imóvel de Seropédica.
O gráfico de evolução divulgado pela gestão mostra que a vacância física estava em 3,5% em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, subiu para 7,8% em fevereiro e alcançou 8,7% em março. Depois, ficou próxima de 8% entre abril e junho e atingiu 8,8% em julho. Com os contratos anunciados, a projeção informada é de redução para 7,9%. No relatório de julho, a gestão destacava que seguia prospectando novos inquilinos, com apoio de parceiros, para ocupar as áreas disponíveis.
Receita estimada dos novos contratos por cota
Além do impacto na vacância, o fundo apresentou uma estimativa de receita proveniente das novas locações. Considerando a soma dos recebíveis relativos aos primeiros 24 meses de vigência, a receita acumulada é estimada em R$ 0,0528 por cota.
A partir do 25º mês, a receita mensal decorrente dos contratos é estimada em R$ 0,0041 por cota, sem considerar a correção inflacionária prevista nos acordos. Os cálculos utilizam a quantidade atual de cotas do fundo em circulação. A gestão ressalta que os valores apresentados não representam garantia de rentabilidade.
Para efeito de comparação, o fundo declarou rendimento de R$ 0,82 por cota referente a julho. O valor correspondeu a dividend yield anualizado de 10,59%, considerando a cotação de R$ 92,90 no fechamento daquele mês. O relatório também indica patrimônio líquido de R$ 5,39 bilhões e base de 370.918 cotistas.
Portfólio do fundo e distribuição geográfica
O relatório de julho contabilizava 31 condomínios, 92 locatários e aproximadamente 1,716 milhão de metros quadrados de área construída. A vacância física era de 8,8%, enquanto a vacância financeira estava em 4,6%.
O estado do Rio de Janeiro concentrava 134.677 metros quadrados, ou 7,8% da área do portfólio. São Paulo era a principal exposição geográfica, com pouco mais de 1,064 milhão de metros quadrados e participação de 62%.
Com os contratos anunciados, o fundo reduz a área desocupada no Condomínio Seropédica. A gestão não divulgou, no fato relevante, os nomes das duas novas empresas que ocuparão os módulos B1, B2 e B3.
