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Telefônica (VIVT3) derrete mais de 6% após resultado do 2T26; entenda

Telefônica, dona da Vivo (VIVT3) Créditos: Vivo/Divulgação

Vivo, da Telefônica (VIVT3) - Foto: Vivo/Divulgação

As ações da Telefônica Brasil (VIVT3) estão operando em forte queda de 6,78% nesta terça-feira (28), aparecendo entre as maiores baixas do Ibovespa. Por volta das 13h30, os papéis são negociados a R$ 33,54. O movimento acontece um dia após a companhia divulgar os resultados do segundo trimestre de 2026, que incluíram lucro líquido de R$ 1,57 bilhão, alta de 17% na base anual.

Os números do 2T26 foram divulgados após o fechamento do pregão de ontem (27). A receita líquida da Telefônica Brasil chegou a R$ 15,76 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) totalizou R$ 6,58 bilhões, avanço de 10,9% na comparação anual e o melhor desempenho da companhia desde o terceiro trimestre de 2023, com margem de 41,8%, ampliação de 1,3 ponto percentual.

No acumulado do primeiro semestre de 2026, o lucro líquido somou R$ 2,83 bilhões, alta de 17,9% na base anual e o maior crescimento para um primeiro semestre nos últimos três anos.

Por que as ações VIVT3 caem mesmo com resultados positivos?

Apesar dos indicadores operacionais robustos, o fluxo de caixa livre recuou 10,7% na comparação anual, encerrando o trimestre em R$ 2,66 bilhões. A companhia atribuiu o resultado a maiores pagamentos de tributos e à menor contribuição do capital de giro em relação ao segundo trimestre de 2025.

O fluxo de caixa operacional, por outro lado, cresceu 14,3% na base anual, para R$ 3,99 bilhões, com margem de 25,3%. Os investimentos (Capex) totalizaram R$ 2,59 bilhões, alta de 6,1% na comparação anual, equivalente a 16,4% da receita líquida.

A despesa financeira líquida foi de R$ 713,8 milhões, aumento de 3,6% na base anual. A depreciação e amortização avançou 8,0% no período, embora a companhia sinalize que, a partir do terceiro trimestre de 2026, o encerramento da depreciação acelerada de tecnologias legadas, incluindo a rede de cobre, eliminará um impacto de aproximadamente R$ 0,3 bilhão por trimestre nessa linha.

Crescimento na base de clientes móveis

No negócio móvel, a base total de acessos chegou a 105,1 milhões, crescimento de 2,6% na base anual, aceleração frente ao avanço de 1,3% registrado no primeiro trimestre de 2026. Os acessos pós-pago somaram 73,2 milhões, alta de 6,9% anual, sendo 52,4 milhões referentes a clientes humanos, com adição líquida de 3,6 milhões nos últimos doze meses.

O churn do segmento pós-pago, indicador que mede a taxa de cancelamento de clientes, ficou em 1,0%, nível descrito pela companhia como historicamente baixo. O ticket médio mensal por usuário (ARPU) pós-pago, excluindo máquinas e dongles, foi de R$ 53,9, alta de 0,8% na comparação anual.

A receita de serviços móveis Telefônica Brasil (VIVT3) totalizou R$ 10,18 bilhões, crescimento de 6,6% na base anual. O segmento pós-pago representou 87,0% dessa

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