O VISC11 reportou resultado de R$ 20,584 milhões em março, o que representa R$ 0,71 por cota. Apesar disso, a gestão decidiu distribuir um valor superior ao lucro mensal, pagando R$ 0,84 por cota aos cotistas no mesmo período, reforçando a previsibilidade dos proventos. O faturamento dos ativos comerciais da carteira somou R$ 26,387 milhões, equivalente a R$ 0,92 por cota, sustentando a estratégia de distribuição.
Após as distribuições, o fundo imobiliário VISC11 preservou uma reserva relevante de resultados não distribuídos. O montante acumulado alcançou R$ 31,304 milhões, o que corresponde a R$ 1,09 por cota, oferecendo margem para manutenção de rendimentos estáveis nos próximos meses.
Incluindo os valores retidos no Shopping Paralela FII, que somam R$ 11,018 milhões (R$ 0,38 por cota), o total de resultados retidos atinge R$ 1,47 por cota. Esse colchão financeiro reforça a capacidade de atravessar eventuais oscilações operacionais sem comprometer a consistência das distribuições.
Confiança no desempenho operacional
A administração reafirmou a projeção de manter os rendimentos do VISC11 entre R$ 0,84 e R$ 0,90 por cota até dezembro de 2026. Essa faixa sinaliza confiança no desempenho operacional e na geração de caixa dos empreendimentos da carteira.
Indicadores operacionais mostram evolução. O NOI caixa por metro quadrado avançou 7,2%, enquanto as vendas por metro quadrado permaneceram estáveis ano contra ano. Nos dados de mesmas lojas, as vendas (SSS) recuaram 0,5%, ao passo que os aluguéis (SSR) cresceram 4,6% frente ao mesmo período de 2023, evidenciando resiliência no lado da receita de locação.
Índice negativo de inadimplência
Os níveis de desconto e inadimplência líquida ficaram em 1,8% e -3,3%, respectivamente. O índice negativo de inadimplência reflete a recuperação de valores em aberto de períodos anteriores, impulsionada pelo efeito do aluguel em dobro de dezembro. A ocupação da carteira do fundo imobiliário VISC11 encerrou fevereiro em 94,8%, patamar saudável para o segmento de shoppings.
Por fim, o fundo concluiu a aquisição de 10% do BH Shopping, em Belo Horizonte. A transação de R$ 285 milhões foi parcelada: R$ 138,8 milhões pagos em 27 de março, R$ 69,4 milhões em até 12 meses e mais R$ 69,4 milhões em até 18 meses após os contratos definitivos, além de R$ 7,5 milhões vinculados à Expansão VI até 24 meses após sua inauguração em junho de 2026, todos corrigidos pelo IPCA.
