Vale (VALE3) muda rota e revela nova aposta que pode redesenhar o EBITDA

A Vale atualizou suas estimativas de longo prazo e passou a incorporar novas projeções envolvendo sua subsidiária Vale Base Metals (VBM), indicando mudanças relevantes na composição de resultados futuros. Em fato relevante divulgado nesta segunda-feira (31), a companhia detalhou novas premissas para EBITDA e fluxo de caixa, com foco principalmente nos próximos anos.

Segundo a mineradora, a atualização inclui a introdução de um guidance indicativo sobre o potencial de contribuição da VBM, além de ajustes na sensibilidade do fluxo de caixa da subsidiária já a partir de 2026.

VALE3 projeta maior peso da VBM no EBITDA

Com base nas projeções atuais, a Vale estima que a VBM poderá responder por cerca de 30% a 35% do EBITDA consolidado da companhia a partir de 2035. A estimativa considera premissas de longo prazo para commodities como cobre, níquel e ouro, com base em projeções de mercado.

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De acordo com o documento assinado por Marcelo Feriòzzi Bacci, vice-presidente executivo de Finanças e Relações com Investidores, as projeções utilizam como referência “as estimativas de analistas sell-side disponíveis em fevereiro de 2026”, além das perspectivas de produção já divulgadas anteriormente pela companhia.

Esse movimento reforça o papel crescente da divisão de metais básicos dentro da estratégia da mineradora, especialmente em um cenário de transição energética global, no qual metais como cobre e níquel ganham relevância.

Vale detalha projeções de fluxo de caixa da VBM

Outro ponto relevante da atualização envolve a projeção de fluxo de caixa livre da VBM para 2026. A Vale estima que esse indicador poderá variar entre US$ 0,4 bilhão e US$ 1,9 bilhão, em termos reais.

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Essa faixa foi construída com base em cenários de preços mínimos e máximos para as principais commodities. Para o cobre, a companhia considera valores entre aproximadamente US$ 11.600 por tonelada e US$ 13.200 por tonelada. Já para o níquel, as projeções variam entre US$ 15.000 e US$ 18.100 por tonelada, enquanto o ouro foi estimado entre cerca de US$ 4.300 e US$ 5.500 por onça.

A Vale também destacou que as demais estimativas divulgadas anteriormente permanecem inalteradas e que o Formulário de Referência será atualizado oportunamente, seguindo as diretrizes da CVM.

No comunicado, a Vale (VALE3) reforçou que as projeções divulgadas “constituem estimativas e declarações prospectivas, elaboradas com base em premissas e dados hipotéticos”, destacando que os resultados efetivos podem diferir conforme condições de mercado e fatores macroeconômicos.

Maíra Telles

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