Tenda (TEND3) acelera vendas e BTG vê ação barata com potencial de quase 60%
A Tenda (TEND3) começou 2026 com números operacionais acima das expectativas, reforçando a tese de recuperação da companhia no segmento de baixa renda. Segundo análise do BTG Pactual, os dados do primeiro trimestre indicam melhora consistente na execução e podem destravar valor relevante para as ações.
A construtora registrou vendas líquidas de R$ 1,53 bilhão no período, alta de 41% na comparação anual, além de uma velocidade de vendas considerada sólida pelo mercado.
Tenda (TEND3) surpreende em vendas e lançamentos
De acordo com o relatório, os números vieram acima das estimativas, tanto em vendas quanto em lançamentos. A companhia lançou 15 projetos no trimestre, totalizando R$ 1,46 bilhão em valor geral de vendas (PSV), um crescimento de 59% na base anual.
O desempenho foi puxado principalmente pela operação principal da companhia, enquanto a marca Alea teve participação menor no resultado.
No documento, o BTG destaca que a Tenda apresentou “números operacionais fortes no 1T, com lançamentos e vendas acima do esperado”, com destaque para a operação on-site .
Além disso, a velocidade de vendas atingiu 28%, acima dos 26% registrados no mesmo período do ano anterior.
Tenda (TEND3) pode destravar valor com execução e geração de caixa
Outro ponto relevante foi a transferência de R$ 1,11 bilhão em recebíveis para bancos, o que deve contribuir para uma geração de caixa mais robusta ao longo do trimestre.
Na avaliação do BTG, a companhia está bem posicionada para 2026, com melhora de margens, retorno sobre capital e fluxo de caixa.
O banco também destaca que o papel negocia a múltiplos considerados atrativos, com cerca de 5,5 vezes lucro projetado para 2026, o que reforça a tese de valorização.
Tenda (TEND3) segue como aposta no segmento de baixa renda
O BTG reitera recomendação de compra para a companhia, com preço-alvo de R$ 44, o que implica um potencial de valorização de aproximadamente 48,9%.
Considerando também os dividendos, o retorno total estimado chega a 57,4%.
No relatório, os analistas reforçam a visão positiva ao afirmar que a Tenda segue como uma das principais apostas no segmento, destacando que “permanece construtiva sobre a companhia, com operação principal bem posicionada para um 2026 forte”, em meio à melhora operacional e percepção ainda descontada do mercado.