Soja sustenta alta das exportações; Irã amplia compras

O agronegócio brasileiro mantém ritmo firme nas vendas externas em 2026, com a soja na dianteira e novos mercados ampliando a demanda. Apesar das tensões no Oriente Médio, países como o Irã intensificaram as compras de grãos nacionais, reforçando a resiliência do setor. Entre janeiro e abril, as exportações do agro somaram US$ 54,2 bilhões, avanço de 2% frente ao mesmo período de 2025, puxado pelo complexo soja e pelas proteínas animais.

Os dados da Secex mostram um avanço expressivo nas aquisições iranianas, que elevaram em 49% as importações do Brasil entre março e abril, com destaque para soja, farelo e milho. Esse movimento ajuda a diluir riscos geográficos e abre espaço para melhores negociações. Paralelamente, a China segue como principal destino, enquanto outras nações asiáticas ampliaram participação, com crescimento de 22% do bloco asiático.

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A expansão das exportações de soja cria um ambiente favorável para os fiagros e demais instrumentos de financiamento da cadeia, fortalecendo a capitalização do campo e a valorização de terras. Em especial, o SNFZ11 vem ganhando tração no secundário, alcançando cerca de R$ 1 milhão em liquidez diária e ampliando sua base de investidores. Esse dinamismo reflete a confiança na continuidade do ciclo positivo do setor.

Soja impulsiona receitas e abre espaço para fiagros

Com exposição a propriedades em Gaúcha do Norte (MT) — região-chave do agro com forte produção de soja, milho e pecuária — o SNFZ11 busca capturar tanto a valorização fundiária quanto parte do desempenho operacional das fazendas. O modelo combina renda recorrente com potencial de ganho de capital, alinhado ao avanço estrutural do agronegócio brasileiro.

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Uma alavanca adicional vem de parcerias estratégicas. O acordo com a Jequitibá Agro garante ao fundo participação aproximada de 25% da safra das áreas contratadas, ampliando a exposição produtiva e a previsibilidade de resultados. Esse arranjo fortalece a tese de longo prazo e eleva a eficiência na alocação de capital no campo.

A industrialização da soja também ganha fôlego no país, elevando o valor agregado frente à exportação do grão in natura. Estudos setoriais indicam que o processamento interno multiplica a geração de renda e benefícios locais, especialmente em polos como Mato Grosso. Com três fazendas no estado e foco no crescimento das exportações, o SNFZ11 se posiciona para capturar a demanda global por alimentos em um ciclo de consolidação do agro brasileiro.

Redação Suno Notícias

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