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SNME11 resiste aos juros e entrega alfa em dezembro

SNME11 apresenta retorno relevante em 2025. Foto: Pexels.

SNME11 apresenta retorno relevante em 2025. Foto: Pexels.

O fundo imobiliário SNME11 mostrou resiliência em dezembro, mantendo regularidade nas distribuições e entregando alfa mesmo sob pressões na curva de juros reais e maior seletividade no mercado secundário. A abordagem descorrelacionada amparou o desempenho, favorecendo a estabilidade de resultados e a preservação de capital em um ambiente desafiador. No mês, a distribuição foi de R$ 0,15 por cota, equivalente a yield de 1,54% sobre o preço de 15 de janeiro, sustentada por receitas recorrentes e realizações pontuais de capital.

No mercado secundário, as cotas avançaram 0,52%, e o retorno total atingiu 2,08% ao somar os proventos, com giro médio diário de R$ 212 mil. O fechamento a R$ 9,66 por cota superou o valor patrimonial de R$ 9,48, refletindo percepção positiva dos investidores e suporte de liquidez. Esse movimento indica confiança nos fundamentos e na estratégia tática da gestão.

A performance foi relevante mesmo com a alta dos juros reais, com a NTN-B 2035 passando de 7,31% para 7,39%. Enquanto o IFIX subiu 3,14% no período, o SNME11 registrou retorno patrimonial total de 2,40%, destacando-se frente ao IPCA + Yield do IMA-B, que marcou 0,95%. Desde setembro de 2023, o alfa acumulado alcança 5,64% sobre o IPCA + Yield do IMA-B e 16,0% frente ao IFIX, reforçando o caráter defensivo e a diversificação eficiente.

Fundo imobiliário SNME11: movimentação da carteira

A gestão intensificou posições assimétricas, elevando exposição em PATL11 no segmento logístico e industrial. Houve alocação de cerca de R$ 1,7 milhão em CXCO11, integralmente locado para a Caixa Econômica Federal, a cap rate implícito próximo de 15% ao ano — nível superior à média setorial e visto como oportunidade de margem de segurança com potencial de valorização. A operação tática de venda a descoberto em HGLG11, de R$ 3 milhões, foi integralmente fechada no mês, contribuindo para ganhos de capital.

Resultados financeiros somaram R$ 901 mil em dezembro, com R$ 397 mil em rendimentos distribuídos e cerca de R$ 556 mil em ganhos realizados na carteira de fundos. Os CRIs adicionaram R$ 327 mil, e a estratégia acionária contribuiu com R$ 28 mil em dividendos. Na frente societária, a fusão do SNFF11 ao SNME11 segue em estruturação, com conclusão prevista para o primeiro semestre de 2026.

No crédito, os CRIs da Vanguarda avançam na recuperação após vencimento antecipado por irregularidades identificadas. A securitizadora assumiu a maioria das unidades dos projetos Jonathan Nunes e Dom Severino e atua em frentes jurídicas e operacionais para concluir as obras e transferir as carteiras. A expectativa atual é de recuperar cerca de 80% do custo, com o papel já próximo ao valor patrimonial no fundo.

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