SNEL11 tem alta de 0,48% enquanto Brasil supera 8 mi de consumidores de energia solar

O fundo imobiliário SNEL11 encerrou o pregão desta sexta-feira (10/07) em alta de 0,48%, a R$ 8,40, acompanhando o avanço do setor de energia solar no Brasil. O movimento ocorre em meio à expansão da geração distribuída, que ampliou a base de consumidores atendidos por usinas fotovoltaicas no país.

Dados atualizados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que o Brasil superou a marca de 8 milhões de unidades consumidoras (UCs) beneficiadas pela energia solar distribuída. O patamar foi alcançado menos de seis meses após o mercado atingir 7 milhões de consumidores, em janeiro deste ano.

No primeiro semestre de 2026, aproximadamente 413 mil novas unidades consumidoras passaram a utilizar créditos provenientes de usinas solares. O ritmo confirma a continuidade da expansão da fonte no território nacional, com adesão crescente em diversas regiões.

Minas Gerais segue na liderança com 1,92 milhão de unidades consumidoras, à frente de São Paulo, com 1,05 milhão, e do Rio Grande do Sul, com 565 mil. O segmento residencial concentra a maior parcela de consumidores, reunindo cerca de 5,1 milhões de unidades, superando os segmentos comercial, rural e industrial.

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Geração distribuída alcança 8 milhões de UCs

A evolução da geração distribuída sustenta a ampliação do acesso à energia solar fotovoltaica. Os novos dados da Aneel reforçam a aceleração observada desde o início do ano e ajudam a explicar o interesse do mercado por ativos expostos ao segmento.

Em paralelo, o fundo registrou aumento de negociabilidade na B3 em sessões recentes. O ambiente de maior liquidez vem ocorrendo ao mesmo tempo em que o veículo avança com sua oferta em andamento, conforme os termos do prospecto.

SNEL11 registra alta liquidez na B3

No pregão desta quinta-feira (09/07), o fundo apresentou uma das maiores liquidez entre os FIIs listados. As cotas movimentaram cerca de R$ 18,7 milhões em volume financeiro, o equivalente a aproximadamente 8% de todo o volume negociado pelo IFIX, que somou R$ 231 milhões no dia.

Em junho, o veículo atingiu o maior volume de negociações desde o lançamento. Segundo a gestora, as cotas movimentaram mais de R$ 150 milhões ao longo do mês, estabelecendo um novo recorde de liquidez para o período.

O aumento de volume coincidiu com a expansão da base de investidores. Até 26 de junho, houve a entrada de 17.327 novos cotistas e a saída de 4.966 investidores, resultando em saldo líquido de 12.361 novos cotistas no intervalo.

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Oferta pode elevar patrimônio e ativos do fundo

De acordo com o prospecto da oferta do fundo, a operação pode elevar o patrimônio líquido de R$ 889,9 milhões para até R$ 3,29 bilhões, considerando a colocação integral das cotas e o eventual exercício do lote adicional. O plano contempla também a expansão da capacidade instalada, que pode passar de 149,4 MWp para 635,2 MWp.

O número de projetos no portfólio pode avançar de 37 para 224 empreendimentos, com a incorporação de 187 novos projetos de geração solar, caso a distribuição seja concluída nos parâmetros indicados. As estimativas dependem da efetivação da oferta, não constituem garantia de desempenho futuro e estão sujeitas às condições de mercado e às etapas regulatórias.

A execução do pipeline e a alocação dos recursos seguirão o cronograma previsto no prospecto. O andamento das aquisições, a evolução dos projetos e a performance operacional permanecerão atrelados ao cumprimento das premissas definidas na emissão.

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Redação Suno Notícias

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