SNEL11 chega a 95 mil cotistas e liquidez em alta

O SNEL11 alcançou a marca de 95 mil investidores nesta semana, consolidando um avanço de 35,7% em relação ao início de fevereiro de 2026, quando registrava cerca de 70 mil cotistas. O movimento reforça o interesse do mercado pelo veículo e mostra tração consistente na base de participantes ao longo do trimestre. Em pouco mais de três meses, o fundo adicionou aproximadamente 25 mil novos investidores, refletindo maior visibilidade e liquidez.

A administração informou o pagamento de R$ 0,10 por cota referente aos resultados de março, o que representa um dividend yield anualizado próximo de 14,97% considerando o preço de fechamento do período. Esse patamar de retorno tem contribuído para ampliar a atratividade do produto frente a alternativas de renda variável e instrumentos de renda passiva.

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Média diária próxima de R$ 3,4 milhões

Cresce também o volume de negociações. Em março, o SNEL11 movimentou mais de R$ 75,3 milhões no mercado secundário, com média diária próxima de R$ 3,4 milhões. A expansão da liquidez acompanha o avanço do setor de renováveis no país, que registrou, segundo o MME, cerca de 89% da nova capacidade adicionada ao SIN em 2025 oriunda de fontes limpas, evidenciando um ambiente favorável à tese do fundo.

Nesse contexto, o fundo evolui na geração distribuída solar, apoiado por patrimônio líquido acima de R$ 905 milhões e por uma carteira de 20 usinas solares em oito estados. Após aquisições concluídas neste ano, a capacidade instalada atingiu 87,5 MWp, praticamente dobrando a escala anterior e fortalecendo o potencial de receitas recorrentes via contratos de longo prazo.

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Distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota

Segundo a gestão, o modelo busca previsibilidade semelhante ao mercado imobiliário: o fundo não comercializa energia diretamente; ele aluga ativos a consórcios e consumidores, gerando fluxo estável e mitigando parte da volatilidade do setor. Essa estratégia se alinha ao posicionamento do SNEL11 como veículo de infraestrutura com foco em energia renovável e distribuição de rendimentos.

Para os próximos meses, a administração projeta distribuição entre R$ 0,10 e R$ 0,11 por cota, condicionada ao desempenho operacional, aos reajustes tarifários e à entrada de novos ativos em operação. O SNEL11 segue, assim, combinando crescimento de base, liquidez em alta e execução de portfólio, com perspectivas de manutenção de seu diferencial competitivo.

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Redação Suno Notícias

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