Ícone do site Suno Notícias

SNCI11 acelera e supera IFIX com 5,96% em janeiro

Uma mesa cheia de papéis e laptops

Imagem gerada por IA

O FII SNCI11 abriu 2026 com desempenho expressivo entre os fundos de crédito imobiliário. Em janeiro, entregou rentabilidade ajustada de 5,96%, superando o IFIX (2,27%) e a média dos pares do segmento (3,40%). O movimento reforça a recuperação após a volatilidade de 2025, quando eventos de crédito pressionaram as cotas e ampliaram os spreads do mercado.

Nos últimos 12 meses, a performance acumulada atingiu 25,84%, ligeiramente abaixo do IFIX (27,82%), porém acima do IFIX Papel (24,32%) e da média de comparáveis (25,33%). Nos três meses mais recentes, a valorização somou 14,24%, evidenciando tração consistente nas cotas do fundo. Esse ciclo de retomada combina ajustes de portfólio, melhora de inadimplência e realocação em operações de maior retorno.

A gestão manteve o provento em R$ 1,00 por cota em janeiro, dentro do guidance trimestral de R$ 1,00 a R$ 1,10. Os resultados operacionais somaram R$ 3,94 milhões, sustentando a distribuição. O spread de crédito avançou para 3,57%, apoiado por novas alocações e progresso nas ações de cobrança, reforçando o carrego de carteira do FII SNCI11.

Performance patrimonial e alocação ativa

No eixo patrimonial, a rentabilidade ajustada foi de 0,57% em janeiro, alinhada ao setor (0,64%). O patrimônio por cota, após distribuição, ficou em R$ 98,73, e o P/VP encerrou o mês em 0,90, ainda abaixo da paridade, mas com tendência de normalização gradual. Essa dinâmica traduz o esforço de recomposição de valor do portfólio.

A gestão executou cerca de R$ 52 milhões em aquisições, R$ 14,3 milhões em alienações e R$ 20,3 milhões em liquidações antecipadas. A alavancagem líquida terminou em 9,59% do PL, com expectativa de redução no trimestre. Quatro ativos seguem em tratamento diferenciado: CRI AIZ, CRI Vanguarda, CRI RDR e CRI Solar Junior, totalizando 7,3% do PL, com atuação ativa em assembleias e recuperações.

Gestão de riscos e pipeline de operações

Entre as prioridades, destacam-se novas posições em CRIs atrelados ao CDI e ao IPCA, além de emissões prefixadas acima de 20% ao ano, estratégia que amplia diversificação e reforça o retorno ajustado ao risco. Em fevereiro e março, o pipeline inclui o CRI Bit Barueri Série 4 (CDI + 5,50%) com até R$ 6 milhões e o CRI LocPay Sênior (23,87% a.a.) com até R$ 2 milhões.

Para março, o fundo avalia até R$ 1,5 milhão no CRI MZM V (IPCA + 12,95%), concluindo integralizações, e até R$ 18 milhões em CRI para aquisição de terreno com taxa de IPCA + 12,68% mais equity kicker. Esses movimentos buscam consolidar a curva de rendimentos do FII SNCI11 e capturar prêmios em estruturas com garantias robustas.

Em síntese, o FII SNCI11 combina recuperação de preço, manutenção de proventos e pipeline qualificado, com foco em spreads atrativos e disciplina na gestão de risco. A continuidade das alocações e a resolução dos eventos de crédito tendem a sustentar a trajetória positiva no curto e médio prazos.

Sair da versão mobile