São Paulo tem 2ª maior absorção de escritórios em 5 anos

O setor de escritórios de alto padrão em São Paulo registrou 834 mil m² de absorção bruta nos últimos 12 meses, a segunda melhor marca em cinco anos segundo Secovi-SP e CBRE. O indicador reforça a resiliência do mercado corporativo premium na capital paulista, que segue atraindo empresas em busca de localização estratégica e eficiência operacional.

No quarto trimestre de 2025, a Pesquisa e Análise do Mercado de Locação de Escritórios monitorou cerca de 8,7 milhões de m² de áreas locáveis de padrão elevado. Embora o volume anual tenha recuado levemente frente a 2024, o dinamismo permanece acima do observado na maior parte do período recente, sustentando expectativas positivas para a ocupação em 2026.

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A preferência por edifícios contemporâneos ganhou força, com 60% da absorção bruta concentrada em imóveis Classe A ou A+ no trimestre. Esse percentual, o maior em cinco anos, evidencia o “flight to quality”, movimento em que empresas migram para ativos com melhores especificações técnicas, maior eficiência e serviços integrados.

Entre os atributos avaliados, destacam-se climatização central, pé-direito ampliado e piso elevado, dentro de um conjunto de cerca de 100 critérios técnicos. Esses parâmetros asseguram ambientes mais flexíveis, confortáveis e sustentáveis, reforçando o apelo de lajes bem localizadas e com certificações de desempenho. Em São Paulo, a combinação de qualidade construtiva e oferta diversificada tem sido decisiva para decisões de realocação.

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Valores de locação para escritórios Classe A/A+ mantiveram estabilidade no quarto trimestre, mesmo com redução de vacância em alguns eixos. A oferta consistente de espaços Triple A contribuiu para evitar pressões de alta nos preços, indicando um equilíbrio entre novos empreendimentos e absorção no topo do mercado.

Na Avenida Paulista e nos Jardins, a disponibilidade diminuiu, refletindo a competição por endereços consolidados e infraestrutura urbana completa. Ainda assim, o estoque premium em São Paulo segue suportando a demanda qualificada, com ajustes pontuais por submercado e ativo.

Redação Suno Notícias

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