Cury (CURY3) tem preço-alvo elevado pelo Santander; veja recomendação
O Santander elevou o preço-alvo das ações da Cury (CURY3) para R$ 49 ao fim de 2026, ante R$ 48 anteriormente, e reiterou recomendação outperform, que indica desempenho acima da média do mercado, para os papéis.
A revisão ocorre após a incorporação dos resultados do quarto trimestre de 2025 ao modelo do banco e a atualização das premissas macroeconômicas. Segundo os analistas, a Cury segue bem posicionada no segmento de baixa renda, com forte geração de resultados e uma combinação atrativa de crescimento de lucros e dividendos.
No relatório, o Santander destacou que a decisão de elevar o preço-alvo das ações CURY3 reflete uma melhora nas estimativas operacionais da companhia, especialmente com expectativa de maior volume de vendas, ganhos de eficiência comercial e diluição de despesas administrativas.
“Estamos aumentando nossas estimativas de lucro líquido em 4% e 5% para 2026 e 2027, respectivamente, refletindo maiores pré-vendas, maior eficiência comercial e maior diluição das despesas gerais e administrativas”, dizem os analistas.
Santander revisa projeções para a Cury
No relatório, o Santander também revisou para cima as projeções de desempenho financeiro da companhia, incorporando os resultados recentes e a perspectiva de vendas mais fortes.
A instituição elevou em 6% a estimativa de pré-vendas para 2026, refletindo indicações da própria companhia de um início de ano robusto. Já as estimativas para 2027 foram mantidas estáveis.
“Embora vejamos potencial de alta em nossa projeção de margem bruta, estamos mantendo nossas estimativas estáveis por enquanto, adotando uma postura mais conservadora em meio às incertezas inflacionárias no cenário macro atual”, explicam os analistas.
Outro ponto enfatizado pelo banco é a forte geração de caixa e o potencial de distribuição de dividendos da Cury. O Santander projeta dividend yield de 8,4% em 2026 e de cerca de 11% para 2027, além de um crescimento do lucro por ação.
Queda recente reforça atratividade das ações CURY3
O Santander também avaliou os impactos de uma decisão judicial recente envolvendo alvarás de construção. Desde o anúncio da liminar, as ações da companhia acumulam queda relevante e passaram a ter desempenho inferior ao Ibovespa.
“Desde o anúncio da liminar em 24 de fevereiro, as ações da Cury caíram 15% e ficaram cerca de 10 pontos percentuais abaixo do Ibovespa”, destacam os analistas.
Com isso, mesmo considerando um cenário conservador para lançamentos em 2026, os analistas veem um valuation atrativo para a empresa. Segundo o relatório, os papéis da Cury (CURY3) negociam atualmente a cerca de 8,2 vezes o lucro estimado para 2026, patamar considerado descontado diante da perspectiva de crescimento e rentabilidade da companhia.