RZAT11 eleva rendimento e confirma R$ 0,95 por cota em janeiro
O RZAT11 confirmou a distribuição de R$ 0,95 por cota referente ao resultado de dezembro de 2025, com data-com base em 15 de janeiro de 2026 e pagamento previsto para 22 de janeiro. A cifra representa avanço em relação ao mês anterior e sinaliza continuidade da política de rendimentos em linha com o ritmo do portfólio. Considerando a cotação de fechamento de dezembro, em R$ 88,51, o yield mensal estimado é de aproximadamente 1,07%.
Entre os destaques, os dividendos do RZAT11 atingem o maior patamar em quatro meses, com alta de 11,76% frente aos R$ 0,85 anteriores. O movimento acompanha a dinâmica contratual atrelada à inflação e reforça a resiliência do fluxo de caixa. A preservação de liquidez segue no radar, em cenário de indexadores ainda voláteis.
No documento de novembro, a administração indicou faixa de distribuição entre R$ 0,90 e R$ 1,00 por cota, sujeita a variações do IPCA. Em dezembro, o índice oficial ficou em 0,18%, levemente abaixo da estimativa de 0,20% do Focus, o que embasou postura prudente na alocação de resultados e na formação de reservas, visando estabilidade de pagamentos adiante.
A gestão do FII destaca que tais projeções podem ser ajustadas após a divulgação definitiva dos números de inflação. Em paralelo, segue o compromisso com governança e previsibilidade, reforçando a comunicação sobre premissas e sensibilidade do portfólio aos indexadores setoriais.
Estratégia e carteira
O fundo imobiliário RZAT11 persegue retorno consistente superior a IPCA + 5% ao ano, por meio de um portfólio diversificado. O foco recai em operações de sale and leaseback e ativos industriais, logísticos e comerciais de segmentos resilientes, priorizando contratos de longo prazo e revisão inflacionária. Atualmente, a carteira soma 10 propriedades, locadas a nove inquilinos, com taxa contratual média de IPCA + 9,70% ao ano.
Os imóveis foram adquiridos por cerca de R$ 391 milhões, e a última avaliação de mercado aponta valor aproximado de R$ 692 milhões, indicando apreciação relevante do book. Esse diferencial respalda a geração de caixa e amplia a margem de segurança em ciclos de mercado distintos.
Operações e reciclagem de portfólio
A venda do ativo Cidade Imperial, concluída em outubro por R$ 150 milhões, manteve o valor de aquisição e foi estruturada em parcelas mensais, corrigidas por IPCA + 9,4% até 2032. A transação do RZAT11 reduz a concentração do ativo, preserva previsibilidade de fluxo e reforça a disciplina de capital, alinhada à estratégia de reciclagem e eficiência operacional da carteira.