Rumo (RAIL3) desarma risco da Malha Oeste e analistas veem alta de 75%
A Malha Oeste saiu dos trilhos operacionais da Rumo (RAIL3), mas não deve descarrilar a tese da companhia. Em relatório, analistas mantiveram recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 23, o que implica potencial de valorização de 74,6% sobre a cotação de R$ 13,17.
O ponto central é o fim da concessão da Malha Oeste, encerrada em 30 de junho. A Rumo assinou um aditivo contratual para operar temporariamente os ativos por até 180 dias, mas apenas em escopo mínimo, voltado à preservação, vigilância, manutenção essencial e monitoramento.
Malha Oeste deixa de transportar cargas
Durante esse período de transição, a Malha Oeste não prestará serviços de transporte ferroviário. Além disso, não haverá cobrança de outorga, arrendamento ou outros encargos ligados à concessão.
Na avaliação dos analistas, isso reduz o risco de impacto financeiro relevante para a Rumo. Os custos incorridos na operação mínima serão tratados como créditos devidos à companhia pelo poder concedente, fora do equilíbrio econômico-financeiro do contrato original.
Acerto de contas entra no radar
O próximo passo será o processo de encontro de contas entre a Malha Oeste e o governo federal. A apuração deve considerar créditos em disputa, eventuais passivos regulatórios da ANTT, investimentos já realizados e ainda não amortizados, além dos gastos da Rumo durante a transição.
Para os analistas, o compromisso do governo com esse cálculo é positivo, porque ajuda a reduzir uma incerteza antiga sobre os efeitos econômicos da devolução dos ativos.
A recomendação de compra para Rumo (RAIL3) foi mantida, com a ação negociando a cerca de 6 vezes EV/EBITDA estimado para 2026. Sobre a Malha Oeste, o relatório resume que concluir a retirada da concessão e remover a incerteza sobre a devolução representa “um importante processo de redução de risco para RAIL”.