Gestão propõe liquidar FII e concentrar carteira no PCIP11; confira
O fundo imobiliário RPRI11 poderá ser liquidado caso os cotistas aprovem uma reorganização para concentrar, no PCIP11, os patrimônios de fundos com estratégias semelhantes. A operação inclui também RBRR11 e VCJR11, segundo a proposta da gestão.
Pelo plano, o PCIP11 comprará a totalidade dos ativos dos veículos participantes. Para viabilizar a transação, está prevista uma oferta pública de cotas do próprio fundo pelo valor patrimonial.
O objetivo declarado da reorganização é consolidar carteiras com estratégias próximas em um único veículo, ampliar a liquidez das cotas no mercado secundário e fortalecer a diversificação do portfólio do fundo que receberá os ativos.
Após a conclusão da reorganização, o fundo deverá ficar composto apenas por caixa ou por cotas do veículo consolidado, e então será liquidado. Os cotistas receberão esses ativos na proporção de suas participações.
O fator de conversão das cotas será divulgado posteriormente. A gestão afirma que a combinação das carteiras em um único fundo busca ganhos de escala, maior negociação em bolsa e uma estrutura de portfólio mais diversificada no veículo unificado.
Reorganização precisa do aval dos cotistas
A operação será submetida a assembleias extraordinárias dos fundos envolvidos e do veículo que centralizará os ativos. As aprovações são interdependentes e a reestruturação só ocorrerá se todas as deliberações necessárias forem aprovadas.
No caso do fundo, também será votada a substituição da atual administradora, custodiante e escrituradora pela APEX Group Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. Se a operação avançar, os cotistas deverão informar ao novo administrador o custo de aquisição de suas cotas e a situação fiscal, dados que serão usados para o eventual cálculo do Imposto de Renda retido na fonte na liquidação.
Caso o custo de aquisição não seja informado dentro do prazo a ser estabelecido, o administrador utilizará como referência o menor valor histórico de negociação das cotas na B3 para apurar o imposto devido.
Além da venda dos ativos para o veículo que concentrará as carteiras, o fundo poderá subscrever e integralizar cotas por ele emitidas. Essa integralização poderá ocorrer mediante compensação de créditos originados da alienação da carteira e/ou com recursos em moeda corrente nacional.
O fundo que receberá os ativos também precisará do aval de seus cotistas para efetivar a aquisição. A deliberação é necessária porque a operação foi caracterizada como situação de potencial conflito de interesses e não está abrangida pela aprovação prévia existente no regulamento.
Os procedimentos e o cronograma para que os investidores do fundo informem o custo de aquisição das cotas e a situação fiscal serão divulgados após a apuração das assembleias gerais. Até lá, a gestão aguarda as deliberações dos cotistas de todos os veículos envolvidos para definir os próximos passos da reorganização.