Anúncio da farmacêutica Merck (MRCK34) sobre remédio anticovid anima mercado

A farmacêutica Merck (MRCK34) anunciou nesta sexta-feira (1º) os resultados do teste clínico de seu novo remédio anti-covid, chamado molnupiravir, e os resultados foram positivos. As pesquisas atestaram que  o remédio pode reduzir em cerca de 50% o risco de hospitalizações e mortes pela covid-19. O medicamento antiviral está agora em investigação na Fase 3, com pessoas não hospitalizadas. Caso tenha eficácia comprovada, irá se tornar a primeira droga eficaz contra o vírus.

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O anúncio de resultados do remédio anti-covid com o medicamento molnupiravir animou os mercados. O resultado ajudou a impulsionar o Ibovespa hoje, que fechou em alta. Ações como Cogna (COGN3), Anima (ANIM3), Yduqs (YDUQ3), Ser educacional (SEER3), CVC (CVCB3), Azul (AZUL4), Gol (GOLL3) subiram hoje.

Empresas aéreas e de viagens se destacaram, com o anúncio do remédio gerando otimismo para estes setores. Papéis da CVC (CVCB3) avançaram 7,53%, enquanto os da Azul (AZUL4) subiram 6,34%. Com isso, as duas ficaram no ranking de maiores ganhos do dia. A Gol (GOLL4), por sua vez, ganhou 5,41%.

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A Petrobras PN (PETR4) encerrou a sessão de hoje com alta de 2,83%, a R$ 28, enquanto a Petrobras ON (PETR3) avançou 1,88%, a R$ 28,68.

A farmacêutica já solicitou o uso emergencial do medicamento nos Estados Unidos e fará o mesmo com outras agências reguladoras no mundo. Por outro lado, ainda não houve publicações científicas e revisões dos resultados por pares qualificados. Abaixo, veja perguntas e respostas sobre esta nova estratégia contra a infecção.

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Remédio anti-covid ainda precisa de aprovação

O remédio anticovid testado pela farmacêutica Merck, em parceria com a empresa Ridgeback Biotherapeutics, continua em testes e será submetido às agências reguladoras no mundo, como informou a empresa, e não há previsão de comercialização. As aplicações têm ocorrido em ambiente controlado com suporte de especialistas.

Segundo a farmacêutica, o tratamento será via oral, por meio de pílulas, no início da infecção. Nos testes, Foram 775 participantes que tinham sintomas de covid-19, por meio de confirmação em laboratório. Eles não foram vacinados. A empresa informou que 7,3% dos pacientes que fizeram uso do medicamento foram hospitalizados nos 29 dias seguintes. Neste período, 14,1% que receberam placebo foram hospitalizados ou vieram a óbito. Oito pessoas que receberam comprimidos sem qualquer fórmula faleceram. Por outro lado, não houve registro de mortes entre os pacientes que receberam a substância testada.

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As primeiras informações dos testes clínicos indicam eficácia. “Isto porque o molnupiravir não tem como objetivo atingir a proteína spike do vírus, ou seja, o que define as diferenças entre variantes, se mostrando eficaz, ainda que ocorra uma evolução do vírus, como o sucessivo aparecimento de variantes no mundo. Para interromper a replicação no organismo, o medicamento foi projetado para produzir erros no código genético do vírus, o que impede a proliferação”, disse a farmacêutica.

A Pfizer (PFIZ34) também está testando um remédio anti-covid. O objetivo deste remédio da farmacêutica é prevenir a contaminação pela infecção em indivíduos expostos ao vírus. O estudo leva em consideração uma dose baixa de ritnovir, uma droga já usada no tratamento do HIV.

(Com informações da Agência Estado)

Bruno Galvão

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