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Radar: Cyrela (CYRE3) compra antiga sede da Furnas, Netflix (NFLX34) fecha parceria com a Microsoft (MSFT34), Fras-Le (FRAS3) paga dividendos milionários

Compass, do Grupo Cosan (CSAN3), vai realizar IPO de até R$ 3 bilhões? Veja a resposta da empresa

Compass, do Grupo Cosan (CSAN3), vai realizar IPO de até R$ 3 bilhões? Veja a resposta da empresa. Foto: Andre Motta de Souza/Petrobras

Nesta quarta-feira (13), foi vendida a antiga sede de Furnas, subsidiária da Eletrobras (ELET3), na Rua Real Grandeza, no bairro de Botafogo, Rio de Janeiro (RJ), por R$ 75,4 milhões em um leilão feito pela B3. A incorporadora Cyrela (CYRE3) foi a empresa que comprou o imóvel.

O prédio foi a sede de Furnas durante 50 anos. Desde dezembro de 2020, o edifício estava desocupado. Os colaboradores foram transferidos para o Centro do Rio.

Cyrela arrematou por R$ 75.400.014 o lote, que corresponde a uma parte do terreno da antiga sede de Furnas. O valor foi apenas R$ 14 acima dos R 75,4 milhões do lance mínimo.

Visando redução de custos, a venda do imóvel começou a ser pensada em 2019. O local conta com três blocos e tinha capacidade para abrigar seis mil funcionários.

Já o outro lote, de menor área, que se refere a um galpão, não teve interessados. O lance mínimo era de R$ 10,2 milhões. Segundo o BNDES, o terreno é passível de incorporação imobiliária para realização de empreendimentos residenciais de alto padrão.

Sem concorrência, Eletrobras leiloa imóvel, no Rio

Com uma área de mais de 9 mil m², o imóvel no bairro de Botafogo faz parte do antigo edifício sede de Furnas e foi arrematado pela incorporadora Cyrela sem concorrência, nem ágio. 

O lote comprado é constituído pelo terreno do estacionamento e os prédios que abrigaram o Centro de Operação do Sistema Furnas, gráfica e centro de treinamento. Durante a sessão, também estava disponível para compra um galpão na rua Real Grandeza, com área de 1,5 mil m² e preço mínimo de venda de R$ 10,2 milhões, mas não houve interessados.

Este foi o primeiro leilão de ativos imobiliários realizados na B3 e teve como critério a maior oferta de preço. “A gente tinha identificado um problema grave na companhia, com dispersão geográfica enorme. Furnas está em 15 estados e no Distrito Federal com vários imóveis ociosos, carregando a carteira. A gente estava com problema para viabilizar de alguma maneira essa desmobilização”, disse Pedro Brito, diretor de Gestão Corporativa de Furnas.

Centro de custo

Segundo ele, a ideia foi transformar um “centro de custo que carregava muito a companhia, e ainda carrega, em um centro de receitas para liberar recursos para aquilo que é o principal da companhia na área de geração, transmissão, comercialização e agora inovação e sustentabilidade”.

Bruno Laskowsky, diretor de Participações, Mercado de Capitais e Crédito Indireto do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), defendeu esse tipo de venda.

“Tem um espaço importante de reciclagem de capital dos ativos imobiliários do país, porque o Brasil tem uma restrição de capital, uma restrição orçamentária, a gente tem um patrimônio imobiliário muito grande,”, explicou.

“A gente quer alocar nas áreas que geram desenvolvimento para país, infraestrutura, MPME [micro, pequenas e médias empresas] e incentivar o crédito privado principalmente em momentos em que a economia está mais restrita”, acrescentou Laskowsky sobre a carteira de investimentos do banco, citando o imóvel que pertencia à subsidiária da Eletrobras.

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